


COMO CONHECI O MPB4:
Em 1963 eu estudava Direito na UFF em Niterói. Numa reunião político/musical no CPC, conheci um trio de estudantes universitários (Aquiles, Miltinho e um outro) que mais tarde, com a adesão de Magro, veio a se constituir no quarteto MPB4. Um parceiro meu, Eduardo Palma, havia chegado de Brasília, onde aprendera um samba - "Samba Lamento", de Marçal, um compositor que conhecera numa reunião de música. Mostramos o samba prá eles, que gostaram e aprenderam. Tempos depois, assistindo na TV ao "Fino da Bossa", deparei com os caras que havia conhecido em Niterói, já com o nome de MPB4, cantando o Samba-Lamento. Anos mais tarde, nos bastidores de um festival de música, o Ruy me contou que eles estavam na dúvida sobre o que deveriam cantar na sua estréia no programa da Elis; a dúvida desapareceu quando a "Pimentinha" ouviu o Samba-Lamento e deu o veredicto: CANTEM ESSE! Em 1990 eu produzi um show para a maravilhosa cantora Iracema Werneck, grande amiga do Magro. Ele foi assistir ao show
e não se fez de rogado: na semana seguinte, quando repetimos o show, ele também subiu ao palco e acompanhou Iracema Werneck numa canção. PERA-LÁ: não é o que vc. está pensando!...Magro NÃO acompanhou a cantora ao piano, mas sim, compôs com a cantora um inusitado e belíssimo dueto de voz e CLARINETE! Grande Maestro Waghabi, amigo de fé, talento imensurável, coração-de-ouro, um dos nossos maiores arranjadores de vocal de todos os tempos.
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MPB-4: origem, história, trajetória.
A história de vida, trajetória, engajamento e consciência política do MPB-4 é tão longa, bonita e respeitável que só pode ser contada em livro. Eu já escrevi e repito: O MPB-4 (e seu "alter ego", Quarteto em Cy) podem cantar de cabeça em pé, encarando seu público de frente, porque jamais fizeram qualquer concessão ao sucesso fácil, ao gosto duvidoso e - mais importante: peitaram a barra pesada dos "anos de chumbo", sem se intimidar ou " amarelar" diante da censura e da "cana-dura" do regime militar.
O texto abaixo foi transcrito do Dicionário da Música Brasileira de Ricardo Cravo Albim e editado por mim, que muito a contragosto tive que efetuar alguns cortes, para que coubesse no blog. O histórico do grupo remonta a 1962, inicialmente com formação de trio, integrado por Ruy, Aquiles e Miltinho, responsáveis pelo suporte musical do Centro Popular de Cultura da Universidade Federal Fluminense (filiado ao CPC da UNE), em Niterói. A partir do ano seguinte, com a adesão de Magro, passou a atuar como Quarteto do CPC, com a seguinte distribuição de vozes: um cara (cujo nome esqueci) na primeira voz; Magro (2ª voz e direção musical), Aquiles (3ª voz) e Miltinho (4ª voz). Em 1964, com a extinção dos CPCs, Magro e Miltinho, na época estudantes de Engenharia, batizaram o conjunto como MPB-4, o que provocou por parte de Sérgio Porto o comentário de que o nome do quarteto parecia "prefixo de trem da Central do Brasil". Por esse motivo, erradamente, durante muito tempo atribuiu-se ao jornalista a autoria do nome do grupo. Nesse mesmo ano, realizou sua primeira apresentação profissional, na Boate Petit Paris, em Niterói.
(*) Nota: o saudoso " Petit" era ponto de encontro de grandes músicos de Niterói e Rio de Janeiro, famoso pelas suas "jam-sessions" lideradas por Sérgio Mendes. Que saudade... (CB)
Ainda em 1964, o MPB-4 gravou seu primeiro disco, um compacto duplo intitulado "Samba bem". Em 1965, Magro, Aquiles e Miltinho & Cia, ainda estudantes, viajaram de férias para São Paulo, onde conheceram, na Boate Ela, Cravo & Canela, Chico Buarque, as integrantes do Quarteto em Cy e Chico de Assis, que os apresentou a Manoel Carlos. O produtor do "Fino da bossa", nessa oportunidade, convidou o grupo para apresentar-se no programa da TV Record, ao lado do Quarteto em Cy. Ainda em São Paulo, o conjunto atuou mais uma vez ao lado do Quarteto em Cy. Em uma das apresentações, encontrava-se presente na platéia o produtor Aloysio de Oliveira, que convidou-os para gravar no selo Elenco. De volta ao Rio de Janeiro, o grupo lançou um compacto simples, contendo as canções "Samba lamento" (Luiz Marçal) e "São Salvador" (Roberto Nascimento). Ainda em 1965, dividiu o palco da Boate Zum Zum com
Oscar Castro Neves, Rosinha de Valença e o Quarteto em Cy, no show "Contraponto", com direção de Aloysio de Oliveira. Participou, também, do histórico espetáculo "O samba pede passagem", ao lado Aracy de Almeida e Ismael Silva, entre outros. O show, lançado em disco, foi realizado no Teatro Opinião (RJ), substituindo o espetáculo teatral "Brasil pede passagem", proibido pela censura. Em 1966, integrou o elenco da ópera popular "João Amor e Maria", de Hermínio Bello de Carvalho. Participou, também, ao lado da musa da bossa nova, do show "Quem tem medo de Nara Leão?" com direção de Guilherme Araújo e Ferreira Gullar. Ainda em 1966, gravou seu primeiro LP, "MPB-4", com destaque para as canções "Lamento" (Pixinuinha e Vinicius de Moraes), "Juca", "Olê olá" e " Sonho de um carnaval", todas de Chico Buarque. Em 1967, gravou mais um LP intitulado "MPB-4", com participação do Quarteto em Cy, contendo "Cordão da saideira" (Edu Lobo), "Morena dos olhos d'água" e "Quem te viu, quem te vê", de Chico Buarque". Nesse mesmo ano, participou do III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), interpretando as canções "Gabriela"
(Maranhão) e "Roda-viva" (Chico Buarque), essa última com o autor. Em 1968, gravou o LP "MPB-4", registrando "Ela desatinou" (Chico Buarque), "Estrela é lua nova" (Villa-Lobos), com a participação do coral do Centro Educacional de Niterói, "Sabiá" (Tom Jobim e Chico Buarque) e "Sentinela" (Milton Nascimento e Fernando Brant), entre outras. Em 1969, dividiu o palco do Teatro Opinião (RJ) com a dupla Cynara & Cybele, no show "Bacobufo no caterefofo". No ano seguinte, voltou a se apresentar com Chico Buarque, em show realizado na casa noturna Sucata (RJ). Lançou, também em 1969, o LP "Deixa estar", registrando a primeira gravação de uma música de Aldir Blanc, "Amigo é pra essas coisas". Em 1971, gravou o LP "De palavra em palavra", contendo "Cravo e canela" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), além da faixa-título, uma parceria de Miltinho com Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro. Nesse mesmo ano, dividiu o palco do Canecão (RJ) com Chico Buarque, Jacques Klein e a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky, no histórico espetáculo "Construção". Em 1972, apresentou-se em Portugal, com Chico
Buarque. Lançou, ainda nesse ano, o LP "Cicatrizes", com destaque para "San Vicente" (Milton Nascimento e Fernando Brant) e "Partido-alto" (Chico Buarque). Em 1973, voltou a se apresentar com Chico Buarque, dessa vez em Buenos Aires. No ano seguinte, gravou o LP "Antologia do samba", contendo obras de Monsueto, Chico Buarque, Ismael Silva, Ataulfo Alves, Noel Rosa, Dorival Caymmi, Baden Powell, Tom Jobim, Nélson Cavaquinho e Paulinho da Viola. Dividiu o palco do Teatro Casa Grande (RJ) com Chico Buarque, no show "Tempo e contratempo". Também em 1974, lançou o LP "Palhaços e reis". Em 1975, apresentou, no Teatro Fonte da Saudade (RJ), o espetáculo "MPB-4 na República do Peru". O roteiro, escrito pelos integrantes do grupo, em parceria com Chico Buarque e Antônio Pedro, foi vetado pela Censura, após cinco apresentações, gerando show em forma de recital, contendo apenas o repertório musical. Lançou, ainda nesse ano, o LP "Dez anos depois". O disco, produzido por Paulinho Tapajós, registrou as canções "De frente pro crime" (João Bosco e Aldir Blanc), "Canto triste" (Edu Lobo e Vinicius de Moraes), "Passaredo" (Francis Hime e Chico Buarque), "Ana Luiza" (Tom Jobim), "Pressentimento" (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho), "Praias desertas" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), "Vera Cruz" (Milton Nascimento e Márcio Borges), entre outras.
Apresentou-se, também, no Teatro Fonte da Saudade (RJ), com o show "MPB-4 no safári", título escolhido para substituir "República de Ugunga", que havia sido vetado pela Censura. Em 1976, gravou o LP "Canto dos homens". No repertório, músicas como "Corrente" e "Vai trabalhar vagabundo", ambas de Chico Buarque. Em 1977, lançou o LP "Antologia do samba nº 2", contendo obras de Ivan Lins, Cartola, Maurício Tapajós, Haroldo Lobo, Haroldo Barbosa, Zé Kéti, Pixinguinha, Ary Barroso, Wilson Batista e Billy Blanco. No ano seguinte, gravou, com o Quarteto em Cy, o LP
"Cobra de vidro" ( POSTADO aqui no CBVG). Apresentou-se, ao lado do Quarteto em Cy, no Teatro Carlos Gomes (RJ), em espetáculo que registrou a estréia, como roteirista e diretor, de Túlio Feliciano e a apresentação da canção inédita "Angélica" (Miltinho e Chico Buarque), uma homenagem a Zuzu Angel. Em 1979, lançou o LP "Bons tempos, hein?", "Cálice" (Chico Buarque e Gilberto Gil) e "Nascente" (Flávio Venturini e Murilo Antunes), entre outras. Estreou show homônimo no TAIB (SP), em cartaz durante cinco meses, com texto de Millor Fernandes e direção de Benjamim Santos. Em 1980, gravou o LP "Vira virou", registrando "A lua" (Renato Rocha),
"Bilhete" (Ivan Lins e Vitor Martins) e "Vira virou" (Kleiton Ramil), entre outras. Ainda nesse ano, lançou, com o Quarteto em Cy, o LP infantil "Flicts - de Ziraldo e Sérgio Ricardo". Em 1981, gravou mais um LP infantil, "Adivinha o que é", contendo
"O pato" (Toquinho e Vinicius de Moraes), essa última apresentada pelo grupo no especial da TV Globo "A arca de Noé". Estreou show homônimo no Canecão (RJ), com direção de Benjamim Santos. Ainda nesse ano, lançou o LP "Tempo tempo". Apresentou-se no Tuca (SP), com direção de Benjamim Santos. Em 1983, gravou o LP "Caminhos livres", contendo "Lindo balão azul" (Guilherme Arantes) e "Palhacinha", de Magro e Miltinho. Apresentou-se no Canecão, em show dirigido por Benjamim Santos. Em 1984, lançou o LP "4 Coringas", registrando "Tema de amor de Gabriela" (Tom Jobim). Em 1987, gravou o LP "Feitiço carioca - do MPB-4 para Noel Rosa", com as obras do poeta da Vila. Realizou show homônimo, roteiro e direção de Ruy Faria e texto de Aldir Blanc. Em 1989, apresentou o show "Amigo é pra essas coisas", com texto de Luís Fernando Veríssimo e direção de Túlio Feliciano, gravado ao vivo na casa de
espetáculos Scala, no Rio de Janeiro. Em 1991, gravou o CD "Sambas da minha terra", contendo obras de Dorival Caymmi, Toquinho & Vinícius, Zé Kéti e Ary Barroso, entre outros, apresentando-se no Teatro da Barra (RJ), com direção de Túlio Feliciano. Em 1993, lançou o CD "Encontro marcado - MPB-4 canta Milton Nascimento", registrando
obras do compositor mineiro e apresentando-se em show homônimo. Em 1995, comemorando 30 anos de carreira, realizou, no Teatro Rival (RJ), o espetáculo "Arte de cantar", com direção e texto de Miguel Fallabela. O show foi gravado ao vivo, gerando CD que registrou sucessos de sua carreira como "Roda viva" (Chico Buarque), "Canto triste"
(Edu Lobo e Vinícius de Moraes), em interpretação a capela, e "Amigo é pra essas coisas" (Sílvio da Silva Júnior e Aldir Blanc), entre outros, além das canções inéditas "Soberana Rosa" (Ivan Lins, Vítor Martins e Chico César) e "Sépia & Flash" (Guinga e Aldir Blanc). Em 1997, gravou, com o Quarteto em Cy, o CD "Bate-boca", registrando obras de Tom Jobim e Chico Buarque. Estreou show no Teatro Municipal de Niterói, com direção de Túlio Feliciano. No ano seguinte, lançou mais um CD com o Quarteto em Cy, "Somos todos iguais", contendo exlusivamente canções de
Djavan, como "Fato consumado", e da dupla Ivan Lins e Vitor Martins, como "Somos todos iguais nesta noite". Estreou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), dividindo o palco com o Quarteto em Cy, sob a direção de Luiz Carlos Maciel. Em 1999, lançou o CD "Melhores momentos", gravado ao vivo no Teatro Rival (RJ). Em 2000, voltou a gravar um CD com o Quarteto em Cy, "Vinicius - a arte do encontro". O disco contou com a direção artística de Ruy Faria, que assinou a seleção do repertório e conseguiu viabilizar o encontro dos dois grupos com Vinícius de Moraes, 20 anos após seu falecimento, registrando a voz do poeta em algumas faixas, graças a modernas técnicas de gravação. No repertório, canções como "Minha namorada" (c/ Carlos Lyra), "Arrastão" (c/ Edu Lobo), "Chega de saudade" (c/ Tom Jobim) e "Samba da bênção" (c/ Baden Powell), além de "Samba pra Vinicius", de Chico Buarque e
Toquinho, e "Odeon", de Ubaldo Sciangula e Ernesto Nazareth. Realizou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), ao lado do Quarteto em Cy. O espetáculo contou com roteiro, adaptação de texto, direção geral e produção de Ruy Faria. Ainda nesse ano, apresentou-se no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil, encerrando o ciclo "MPB, a história de um século", série de quatro espetáculos escritos e dirigidos por Ricardo Cravo Albin, em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil. O show do quarteto, que registrou o período musical de 1960 (festivais de música) a 2000, foi gravado e transmitido para todo o país pela Rede Brasil, liderada pela TVE do Rio de Janeiro. Em 2001, lançou CD "MPB-4 e a nova música brasileira", que contou com a participação de Jairzinho Oliveira e Max de Castro, responsáveis pela produção. Todos os shows realizados pelo grupo, ao longo de sua carreira, tiveram direção musical de Magro, com exceção de "Feitiço carioca", assinado por Maurício Maestro. Atuando com a formação original desde o
início de sua trajetória artística, o grupo foi premiado, em 1996, na edição brasileira do "Guiness" (o livro dos recordes) como o grupo vocal que se manteve por mais tempo atuando no cenário artístico com a mesma formação. Foi contemplado três vezes com o Prêmio Sharp, na categoria Melhor Conjunto (1987, 1989 e 1995). Em 2002, apresentou-se em São Paulo, no circuito Sesc, no Rio de Janeiro (Mistura Fina, Bar do Tom, Garden Hall) e em outras cidades brasileiras. Em 2004, participou, ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD "Hino do Fome Zero" (Roberto Menescal e Abel Silva). Nesse mesmo ano, Ruy Faria desligou-se do grupo, sendo substituído pelo cantor Dalmo Medeiros. A estréia do novo integrante foi no evento "64 + 40: Golpe e Campo(us) de Resistência", quando o grupo fez o show de encerramento, realizado no campus da UFRJ, na Praia Vermelha. Nesse mesmo ano, foi relançado em CD o disco "Cicatizes", de 1972.
(*) E eu acrescento que em dezembro de 2007 o MPB-4 fez a abertura dos shows dos Swingle Singers no Rio e em São Paulo. Na oportunidade o MPB-4 e os Swingle Singers juntaram suas vozes cantado - se não me engano, "Chega de Saudade".
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MBP-4 is one of the best an more respectable brazilian vocal groups, ever. I use to say that MPB-4 is a brazilian institution, an icon that goes beyond their music. They had the courage do defy and dare the brazilian military dictatorship, fighting for human rights respect and struggling for freedom and citizenship. Their music and attitude were a "pain in the neck" of censorship...MPB-4 has been inducted to the "Guiness Book of Records" as the only one vocal group, worldwide, that remained with the same members for more than fourty years. They own a very personnal and remarkable style: close harmonies built over "block chords" in close position and "clusters", with no jazz accent at all. MPB-4 gets a huge and long list of recordings and participation in concerts and shows, as well. Recently they joined "Swingle Singers" for a serie of concerts in Rio de Janeiro and São Paulo. I´m very glad for having been acquainted to them, almost 50 years ago.
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COMENTÁRIOS: esta postagem é de dar água na boca...é uma gravação raríssima, inédita, que me foi carinhosamente ofertada pelo Magro Waghabi, que fez tudo: escaneou a capa, ripou, zipou, upou e me mandou tudo prontinho. (Eu não resisto: AMIGO É PRÁ ESSAS COISAS....) Eu só vou correr pro abraço. O MPB4, repiso, é uma instituição, um ícone, um emblema e uma referência fundamental na história da música brasileira. Seu estilo, sua brasilidade, sua sonoridade própria e seu estilo inconfundíveis ainda vão ecoar por muito tempo, se Deus quiser. Valeu Magro, Miltinho, Aquiles e Dalmo.
(*) P.S.: sobre o estilo do MPB-4 eu tenho que falar de "ouvido", porque - por incrível que pareça, nunca tive em mãos uma partitura do Magro. (E já que falamos nisso: Senhor Waghabi, já está na hora de nos proporcionar acesso a essas obras
primas! Que tal disponibilizar alguns midi-files ou partituras no site do MPB-4 ? Prá mim bastaria uma cópia do arranjo de "Nascente"...) Em síntese: os arranjos de Magro são construídos, basicamente, através de acordes fechados e "clusters" em cima da harmonia original da música, mantendo intacta a intenção do compositor. Magro maneja com cuidado e criteriosamente a escolha das notas dentro da escala de acordes, evitando que o arranjo descambe para um contexto jazzístico, indesejável no estilo tão brasileiro do MPB-4. (Mas quando os rapazes se juntam ao Quarteto em Cy e Magro tem à disposição oito vozes e o descompromisso com a manutenção da sonoridade "institucional" do quarteto, a coisa muda da figura e aí "quebra tudo", trafegando pelos caminhos complexos do (quase) canto coral, utilizando todas as técnicas dessa outra linguagem. Em suma: o nosso Maestro Waghabi é pau-prá-toda-obra e sabe tudo desse negócio lindo e maravilhoso que é a arte de arranjar para vozes.) E "last but not least": é claro que a realização, a consecução de todo esse trabalho, se credita ao talento, competência e virtuosismo, como vocalistas, do próprio Magro, Miltinho, Aquiles e Dalmo.
(*) FAZENDO JUSTIÇA: Magro me informou que o maravilhoso arranjo de NASCENTE, ao qual me referi acima, foi escrito pelo MILTINHO. (Esse MPB-4 é um "ninho de cobras criadas...." VALEU MILTINHO! NOTA MIL......!
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ALBUM: SAMBA BEM
Compacto
Label -CBS
Ano - 1964
FICHA TÉCNICA:
Arranjos vocais: Magro Waghabi
Arranjos instrumentais coletivos.
Piano e flauta doce: Magro Waghabi
Contrabaixo: Silveirinha
Bateria: Murilo
Violão: Toninho
Flauta: Balu
Técnico de gravação: Humberto Contardi
Gravado nos estúdios da CBS, Rua Visconde do Rio Branco- Centro- Rio de Janeiro em 1964.
DOWNLOAD:
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