sábado, 8 de março de 2008

BYE, BYE BRAZIL...


BYE, BYE BRASIL...
Prezados amigos: terminam minhas férias brasileiras; volto hoje à noite para os USA, onde uma montanha de trabalho acumulado me espera. Mas não se preocupem: o "show" vai continuar, pois levo comigo em meu notebook e no "pen drive", material suficiente para postar por uns 3 meses. Todavia, será impossível atender a pedidos de repostagem. Vou procurar manter em dia as respostas a e-mails e mensagens. Na madrugada de terça ou quarta-feira retornarei às postagens.
Muita paz, muito som e um grande abraço em cada um dos amigos do CBVG.
CB
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BYE, BYE BRAZIL...
Dear Friends: my brazilian vacations are over and I'm flying back to USA tonight.
No big deal: in order to keep the music sounding I'm taking in my note book and
pen drives a large ammount of posts already made, enough to supply the blogs for,
at least, three months. Unfortunately I won't be able to repost files, but I will
do my best to keep e-mail and messagens updated. We'll meet again on coming wednesday.
Best regards!
CB

sexta-feira, 7 de março de 2008

MPB-4: SAMBA BEM (1964)




COMO CONHECI O MPB4:
Em 1963 eu estudava Direito na UFF em Niterói. Numa reunião político/musical no CPC, conheci um trio de estudantes universitários (Aquiles, Miltinho e um outro) que mais tarde, com a adesão de Magro, veio a se constituir no quarteto MPB4. Um parceiro meu, Eduardo Palma, havia chegado de Brasília, onde aprendera um samba - "Samba Lamento", de Marçal, um compositor que conhecera numa reunião de música. Mostramos o samba prá eles, que gostaram e aprenderam. Tempos depois, assistindo na TV ao "Fino da Bossa", deparei com os caras que havia conhecido em Niterói, já com o nome de MPB4, cantando o Samba-Lamento. Anos mais tarde, nos bastidores de um festival de música, o Ruy me contou que eles estavam na dúvida sobre o que deveriam cantar na sua estréia no programa da Elis; a dúvida desapareceu quando a "Pimentinha" ouviu o Samba-Lamento e deu o veredicto: CANTEM ESSE! Em 1990 eu produzi um show para a maravilhosa cantora Iracema Werneck, grande amiga do Magro. Ele foi assistir ao show
e não se fez de rogado: na semana seguinte, quando repetimos o show, ele também subiu ao palco e acompanhou Iracema Werneck numa canção. PERA-LÁ: não é o que vc. está pensando!...Magro NÃO acompanhou a cantora ao piano, mas sim, compôs com a cantora um inusitado e belíssimo dueto de voz e CLARINETE! Grande Maestro Waghabi, amigo de fé, talento imensurável, coração-de-ouro, um dos nossos maiores arranjadores de vocal de todos os tempos.
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MPB-4: origem, história, trajetória.
A história de vida, trajetória, engajamento e consciência política do MPB-4 é tão longa, bonita e respeitável que só pode ser contada em livro. Eu já escrevi e repito: O MPB-4 (e seu "alter ego", Quarteto em Cy) podem cantar de cabeça em pé, encarando seu público de frente, porque jamais fizeram qualquer concessão ao sucesso fácil, ao gosto duvidoso e - mais importante: peitaram a barra pesada dos "anos de chumbo", sem se intimidar ou " amarelar" diante da censura e da "cana-dura" do regime militar.

O texto abaixo foi transcrito do Dicionário da Música Brasileira de Ricardo Cravo Albim e editado por mim, que muito a contragosto tive que efetuar alguns cortes, para que coubesse no blog. O histórico do grupo remonta a 1962, inicialmente com formação de trio, integrado por Ruy, Aquiles e Miltinho, responsáveis pelo suporte musical do Centro Popular de Cultura da Universidade Federal Fluminense (filiado ao CPC da UNE), em Niterói. A partir do ano seguinte, com a adesão de Magro, passou a atuar como Quarteto do CPC, com a seguinte distribuição de vozes: um cara (cujo nome esqueci) na primeira voz; Magro (2ª voz e direção musical), Aquiles (3ª voz) e Miltinho (4ª voz). Em 1964, com a extinção dos CPCs, Magro e Miltinho, na época estudantes de Engenharia, batizaram o conjunto como MPB-4, o que provocou por parte de Sérgio Porto o comentário de que o nome do quarteto parecia "prefixo de trem da Central do Brasil". Por esse motivo, erradamente, durante muito tempo atribuiu-se ao jornalista a autoria do nome do grupo. Nesse mesmo ano, realizou sua primeira apresentação profissional, na Boate Petit Paris, em Niterói.

(*) Nota: o saudoso " Petit" era ponto de encontro de grandes músicos de Niterói e Rio de Janeiro, famoso pelas suas "jam-sessions" lideradas por Sérgio Mendes. Que saudade... (CB)

Ainda em 1964, o MPB-4 gravou seu primeiro disco, um compacto duplo intitulado "Samba bem". Em 1965, Magro, Aquiles e Miltinho & Cia, ainda estudantes, viajaram de férias para São Paulo, onde conheceram, na Boate Ela, Cravo & Canela, Chico Buarque, as integrantes do Quarteto em Cy e Chico de Assis, que os apresentou a Manoel Carlos. O produtor do "Fino da bossa", nessa oportunidade, convidou o grupo para apresentar-se no programa da TV Record, ao lado do Quarteto em Cy. Ainda em São Paulo, o conjunto atuou mais uma vez ao lado do Quarteto em Cy. Em uma das apresentações, encontrava-se presente na platéia o produtor Aloysio de Oliveira, que convidou-os para gravar no selo Elenco. De volta ao Rio de Janeiro, o grupo lançou um compacto simples, contendo as canções "Samba lamento" (Luiz Marçal) e "São Salvador" (Roberto Nascimento). Ainda em 1965, dividiu o palco da Boate Zum Zum com
Oscar Castro Neves, Rosinha de Valença e o Quarteto em Cy, no show "Contraponto", com direção de Aloysio de Oliveira. Participou, também, do histórico espetáculo "O samba pede passagem", ao lado Aracy de Almeida e Ismael Silva, entre outros. O show, lançado em disco, foi realizado no Teatro Opinião (RJ), substituindo o espetáculo teatral "Brasil pede passagem", proibido pela censura. Em 1966, integrou o elenco da ópera popular "João Amor e Maria", de Hermínio Bello de Carvalho. Participou, também, ao lado da musa da bossa nova, do show "Quem tem medo de Nara Leão?" com direção de Guilherme Araújo e Ferreira Gullar. Ainda em 1966, gravou seu primeiro LP, "MPB-4", com destaque para as canções "Lamento" (Pixinuinha e Vinicius de Moraes), "Juca", "Olê olá" e " Sonho de um carnaval", todas de Chico Buarque. Em 1967, gravou mais um LP intitulado "MPB-4", com participação do Quarteto em Cy, contendo "Cordão da saideira" (Edu Lobo), "Morena dos olhos d'água" e "Quem te viu, quem te vê", de Chico Buarque". Nesse mesmo ano, participou do III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), interpretando as canções "Gabriela"
(Maranhão) e "Roda-viva" (Chico Buarque), essa última com o autor. Em 1968, gravou o LP "MPB-4", registrando "Ela desatinou" (Chico Buarque), "Estrela é lua nova" (Villa-Lobos), com a participação do coral do Centro Educacional de Niterói, "Sabiá" (Tom Jobim e Chico Buarque) e "Sentinela" (Milton Nascimento e Fernando Brant), entre outras. Em 1969, dividiu o palco do Teatro Opinião (RJ) com a dupla Cynara & Cybele, no show "Bacobufo no caterefofo". No ano seguinte, voltou a se apresentar com Chico Buarque, em show realizado na casa noturna Sucata (RJ). Lançou, também em 1969, o LP "Deixa estar", registrando a primeira gravação de uma música de Aldir Blanc, "Amigo é pra essas coisas". Em 1971, gravou o LP "De palavra em palavra", contendo "Cravo e canela" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), além da faixa-título, uma parceria de Miltinho com Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro. Nesse mesmo ano, dividiu o palco do Canecão (RJ) com Chico Buarque, Jacques Klein e a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky, no histórico espetáculo "Construção". Em 1972, apresentou-se em Portugal, com Chico
Buarque. Lançou, ainda nesse ano, o LP "Cicatrizes", com destaque para "San Vicente" (Milton Nascimento e Fernando Brant) e "Partido-alto" (Chico Buarque). Em 1973, voltou a se apresentar com Chico Buarque, dessa vez em Buenos Aires. No ano seguinte, gravou o LP "Antologia do samba", contendo obras de Monsueto, Chico Buarque, Ismael Silva, Ataulfo Alves, Noel Rosa, Dorival Caymmi, Baden Powell, Tom Jobim, Nélson Cavaquinho e Paulinho da Viola. Dividiu o palco do Teatro Casa Grande (RJ) com Chico Buarque, no show "Tempo e contratempo". Também em 1974, lançou o LP "Palhaços e reis". Em 1975, apresentou, no Teatro Fonte da Saudade (RJ), o espetáculo "MPB-4 na República do Peru". O roteiro, escrito pelos integrantes do grupo, em parceria com Chico Buarque e Antônio Pedro, foi vetado pela Censura, após cinco apresentações, gerando show em forma de recital, contendo apenas o repertório musical. Lançou, ainda nesse ano, o LP "Dez anos depois". O disco, produzido por Paulinho Tapajós, registrou as canções "De frente pro crime" (João Bosco e Aldir Blanc), "Canto triste" (Edu Lobo e Vinicius de Moraes), "Passaredo" (Francis Hime e Chico Buarque), "Ana Luiza" (Tom Jobim), "Pressentimento" (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho), "Praias desertas" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), "Vera Cruz" (Milton Nascimento e Márcio Borges), entre outras.
Apresentou-se, também, no Teatro Fonte da Saudade (RJ), com o show "MPB-4 no safári", título escolhido para substituir "República de Ugunga", que havia sido vetado pela Censura. Em 1976, gravou o LP "Canto dos homens". No repertório, músicas como "Corrente" e "Vai trabalhar vagabundo", ambas de Chico Buarque. Em 1977, lançou o LP "Antologia do samba nº 2", contendo obras de Ivan Lins, Cartola, Maurício Tapajós, Haroldo Lobo, Haroldo Barbosa, Zé Kéti, Pixinguinha, Ary Barroso, Wilson Batista e Billy Blanco. No ano seguinte, gravou, com o Quarteto em Cy, o LP
"Cobra de vidro" ( POSTADO aqui no CBVG). Apresentou-se, ao lado do Quarteto em Cy, no Teatro Carlos Gomes (RJ), em espetáculo que registrou a estréia, como roteirista e diretor, de Túlio Feliciano e a apresentação da canção inédita "Angélica" (Miltinho e Chico Buarque), uma homenagem a Zuzu Angel. Em 1979, lançou o LP "Bons tempos, hein?", "Cálice" (Chico Buarque e Gilberto Gil) e "Nascente" (Flávio Venturini e Murilo Antunes), entre outras. Estreou show homônimo no TAIB (SP), em cartaz durante cinco meses, com texto de Millor Fernandes e direção de Benjamim Santos. Em 1980, gravou o LP "Vira virou", registrando "A lua" (Renato Rocha),
"Bilhete" (Ivan Lins e Vitor Martins) e "Vira virou" (Kleiton Ramil), entre outras. Ainda nesse ano, lançou, com o Quarteto em Cy, o LP infantil "Flicts - de Ziraldo e Sérgio Ricardo". Em 1981, gravou mais um LP infantil, "Adivinha o que é", contendo
"O pato" (Toquinho e Vinicius de Moraes), essa última apresentada pelo grupo no especial da TV Globo "A arca de Noé". Estreou show homônimo no Canecão (RJ), com direção de Benjamim Santos. Ainda nesse ano, lançou o LP "Tempo tempo". Apresentou-se no Tuca (SP), com direção de Benjamim Santos. Em 1983, gravou o LP "Caminhos livres", contendo "Lindo balão azul" (Guilherme Arantes) e "Palhacinha", de Magro e Miltinho. Apresentou-se no Canecão, em show dirigido por Benjamim Santos. Em 1984, lançou o LP "4 Coringas", registrando "Tema de amor de Gabriela" (Tom Jobim). Em 1987, gravou o LP "Feitiço carioca - do MPB-4 para Noel Rosa", com as obras do poeta da Vila. Realizou show homônimo, roteiro e direção de Ruy Faria e texto de Aldir Blanc. Em 1989, apresentou o show "Amigo é pra essas coisas", com texto de Luís Fernando Veríssimo e direção de Túlio Feliciano, gravado ao vivo na casa de
espetáculos Scala, no Rio de Janeiro. Em 1991, gravou o CD "Sambas da minha terra", contendo obras de Dorival Caymmi, Toquinho & Vinícius, Zé Kéti e Ary Barroso, entre outros, apresentando-se no Teatro da Barra (RJ), com direção de Túlio Feliciano. Em 1993, lançou o CD "Encontro marcado - MPB-4 canta Milton Nascimento", registrando
obras do compositor mineiro e apresentando-se em show homônimo. Em 1995, comemorando 30 anos de carreira, realizou, no Teatro Rival (RJ), o espetáculo "Arte de cantar", com direção e texto de Miguel Fallabela. O show foi gravado ao vivo, gerando CD que registrou sucessos de sua carreira como "Roda viva" (Chico Buarque), "Canto triste"
(Edu Lobo e Vinícius de Moraes), em interpretação a capela, e "Amigo é pra essas coisas" (Sílvio da Silva Júnior e Aldir Blanc), entre outros, além das canções inéditas "Soberana Rosa" (Ivan Lins, Vítor Martins e Chico César) e "Sépia & Flash" (Guinga e Aldir Blanc). Em 1997, gravou, com o Quarteto em Cy, o CD "Bate-boca", registrando obras de Tom Jobim e Chico Buarque. Estreou show no Teatro Municipal de Niterói, com direção de Túlio Feliciano. No ano seguinte, lançou mais um CD com o Quarteto em Cy, "Somos todos iguais", contendo exlusivamente canções de
Djavan, como "Fato consumado", e da dupla Ivan Lins e Vitor Martins, como "Somos todos iguais nesta noite". Estreou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), dividindo o palco com o Quarteto em Cy, sob a direção de Luiz Carlos Maciel. Em 1999, lançou o CD "Melhores momentos", gravado ao vivo no Teatro Rival (RJ). Em 2000, voltou a gravar um CD com o Quarteto em Cy, "Vinicius - a arte do encontro". O disco contou com a direção artística de Ruy Faria, que assinou a seleção do repertório e conseguiu viabilizar o encontro dos dois grupos com Vinícius de Moraes, 20 anos após seu falecimento, registrando a voz do poeta em algumas faixas, graças a modernas técnicas de gravação. No repertório, canções como "Minha namorada" (c/ Carlos Lyra), "Arrastão" (c/ Edu Lobo), "Chega de saudade" (c/ Tom Jobim) e "Samba da bênção" (c/ Baden Powell), além de "Samba pra Vinicius", de Chico Buarque e
Toquinho, e "Odeon", de Ubaldo Sciangula e Ernesto Nazareth. Realizou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), ao lado do Quarteto em Cy. O espetáculo contou com roteiro, adaptação de texto, direção geral e produção de Ruy Faria. Ainda nesse ano, apresentou-se no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil, encerrando o ciclo "MPB, a história de um século", série de quatro espetáculos escritos e dirigidos por Ricardo Cravo Albin, em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil. O show do quarteto, que registrou o período musical de 1960 (festivais de música) a 2000, foi gravado e transmitido para todo o país pela Rede Brasil, liderada pela TVE do Rio de Janeiro. Em 2001, lançou CD "MPB-4 e a nova música brasileira", que contou com a participação de Jairzinho Oliveira e Max de Castro, responsáveis pela produção. Todos os shows realizados pelo grupo, ao longo de sua carreira, tiveram direção musical de Magro, com exceção de "Feitiço carioca", assinado por Maurício Maestro. Atuando com a formação original desde o
início de sua trajetória artística, o grupo foi premiado, em 1996, na edição brasileira do "Guiness" (o livro dos recordes) como o grupo vocal que se manteve por mais tempo atuando no cenário artístico com a mesma formação. Foi contemplado três vezes com o Prêmio Sharp, na categoria Melhor Conjunto (1987, 1989 e 1995). Em 2002, apresentou-se em São Paulo, no circuito Sesc, no Rio de Janeiro (Mistura Fina, Bar do Tom, Garden Hall) e em outras cidades brasileiras. Em 2004, participou, ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD "Hino do Fome Zero" (Roberto Menescal e Abel Silva). Nesse mesmo ano, Ruy Faria desligou-se do grupo, sendo substituído pelo cantor Dalmo Medeiros. A estréia do novo integrante foi no evento "64 + 40: Golpe e Campo(us) de Resistência", quando o grupo fez o show de encerramento, realizado no campus da UFRJ, na Praia Vermelha. Nesse mesmo ano, foi relançado em CD o disco "Cicatizes", de 1972.

(*) E eu acrescento que em dezembro de 2007 o MPB-4 fez a abertura dos shows dos Swingle Singers no Rio e em São Paulo. Na oportunidade o MPB-4 e os Swingle Singers juntaram suas vozes cantado - se não me engano, "Chega de Saudade".
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MBP-4 is one of the best an more respectable brazilian vocal groups, ever. I use to say that MPB-4 is a brazilian institution, an icon that goes beyond their music. They had the courage do defy and dare the brazilian military dictatorship, fighting for human rights respect and struggling for freedom and citizenship. Their music and attitude were a "pain in the neck" of censorship...MPB-4 has been inducted to the "Guiness Book of Records" as the only one vocal group, worldwide, that remained with the same members for more than fourty years. They own a very personnal and remarkable style: close harmonies built over "block chords" in close position and "clusters", with no jazz accent at all. MPB-4 gets a huge and long list of recordings and participation in concerts and shows, as well. Recently they joined "Swingle Singers" for a serie of concerts in Rio de Janeiro and São Paulo. I´m very glad for having been acquainted to them, almost 50 years ago.
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COMENTÁRIOS: esta postagem é de dar água na boca...é uma gravação raríssima, inédita, que me foi carinhosamente ofertada pelo Magro Waghabi, que fez tudo: escaneou a capa, ripou, zipou, upou e me mandou tudo prontinho. (Eu não resisto: AMIGO É PRÁ ESSAS COISAS....) Eu só vou correr pro abraço. O MPB4, repiso, é uma instituição, um ícone, um emblema e uma referência fundamental na história da música brasileira. Seu estilo, sua brasilidade, sua sonoridade própria e seu estilo inconfundíveis ainda vão ecoar por muito tempo, se Deus quiser. Valeu Magro, Miltinho, Aquiles e Dalmo.

(*) P.S.: sobre o estilo do MPB-4 eu tenho que falar de "ouvido", porque - por incrível que pareça, nunca tive em mãos uma partitura do Magro. (E já que falamos nisso: Senhor Waghabi, já está na hora de nos proporcionar acesso a essas obras
primas! Que tal disponibilizar alguns midi-files ou partituras no site do MPB-4 ? Prá mim bastaria uma cópia do arranjo de "Nascente"...) Em síntese: os arranjos de Magro são construídos, basicamente, através de acordes fechados e "clusters" em cima da harmonia original da música, mantendo intacta a intenção do compositor. Magro maneja com cuidado e criteriosamente a escolha das notas dentro da escala de acordes, evitando que o arranjo descambe para um contexto jazzístico, indesejável no estilo tão brasileiro do MPB-4. (Mas quando os rapazes se juntam ao Quarteto em Cy e Magro tem à disposição oito vozes e o descompromisso com a manutenção da sonoridade "institucional" do quarteto, a coisa muda da figura e aí "quebra tudo", trafegando pelos caminhos complexos do (quase) canto coral, utilizando todas as técnicas dessa outra linguagem. Em suma: o nosso Maestro Waghabi é pau-prá-toda-obra e sabe tudo desse negócio lindo e maravilhoso que é a arte de arranjar para vozes.) E "last but not least": é claro que a realização, a consecução de todo esse trabalho, se credita ao talento, competência e virtuosismo, como vocalistas, do próprio Magro, Miltinho, Aquiles e Dalmo.

(*) FAZENDO JUSTIÇA: Magro me informou que o maravilhoso arranjo de NASCENTE, ao qual me referi acima, foi escrito pelo MILTINHO. (Esse MPB-4 é um "ninho de cobras criadas...." VALEU MILTINHO! NOTA MIL......!
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ALBUM: SAMBA BEM
Compacto
Label -CBS
Ano - 1964

FICHA TÉCNICA:
Arranjos vocais: Magro Waghabi
Arranjos instrumentais coletivos.
Piano e flauta doce: Magro Waghabi
Contrabaixo: Silveirinha
Bateria: Murilo
Violão: Toninho
Flauta: Balu
Técnico de gravação: Humberto Contardi
Gravado nos estúdios da CBS, Rua Visconde do Rio Branco- Centro- Rio de Janeiro em 1964.

DOWNLOAD: AQUI

THE SINGERS UNLIMITED: JUST IN TIME (w/ the Roger Kellaway Cello Quintet)


THE SINGERS UNLIMITED dispensam apresentação. Quanto ao "monstro sagrado" Roger Kellaway, eu tenho um pequeno "causo" prá contar: numa de suas vindas ao Brasil, SERGIO MENDES se hospedou em Petrópolis na casa de Antonio Carneiro Dias - (a mesma onde Sarah Vaughan se hospedou várias vezes). Num sábado, toquei com Sérgio Mendes numa longa "canja" no "Pajoá", casa noturna de saudosa memória. No domingo fui almoçar com SM na casa do Carneiro Dias. Conversando sobre música e pianistas, Sérgio que não é de "encher a bola" de ninguém, me perguntou se eu conhecia ROGER
KELLAWAY; respondi que não conhecia. Sérgio então me disse " então você ainda não ouviu nada" e - incontinenti, remexeu em sua bagagem e de lá retirou um LP de Kellaway, que me deu de presente. Convenhamos: ser um dos pianistas mais ouvidos
e respeitados por Sérgio Mendes não é pouca coisa...Acho que não precisa falar mais nada sobre o grande ROGER KELLAWAY.
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ROGER KELLAWAY
Roger Kellaway was born in Waban Massachusetts, November 1, 1939 and has been described as "a musical chameleon" and "the most awesome jazz pianist quite possibly anywhere on earth". His discography runs to more than two hundred albums. He's performed with everyone from Elvis to Ellington, Dizzy Gillespie to Yo Yo Ma, Joni Mitchell to Mancini and Quincy Jones to Michael Tilson Thomas. Kellaway is not only a major pianist, he is a composer of protean ability, writing in the jazz, classical and popular music fields, and scoring for films and television. Kellaway’s most prized television credit is, "Remembering You", the closing theme for "All in the Family". Composed in 1970, it is still being heard on TV around the world. He has also been honored with a Grammy award for his music on the album "Memos From Paradise" for Eddie Daniels. He has written twenty five film scores including Barbara Streisand's "A Star is Born” for which he received an Academy Award nomination.
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ALBUM COMMENTS: The Singers Unlimited sang with a variety of bands during their career. This 1977 recording has a hard-charging jazz ensemble at times ("Just In Time"), and soft strings elsewhere ("My Foolish Heart"). The instrumental charts are by Roger Kellaway, and vocal charts by Gene Puerling (of course!). There's no a cappella here, but lots of great vocals. Unfortunately, my album´s back cover is gone, so I couldn´t get some more information concerning personnel. In the Japanese re-issue, there are sparse notes in English.
(CB)
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MINHA OPINIÃO - escolher o melhor na discografia dos Singers Unlimited é impossível, pois tudo é maravilhoso. Mas, sem dúvida este é o álbum mais jazzístico, de maior "pegada", pique e raça gravado pelos SU. Basta ouvir os 4 primeiros compassos
da primeira faixa, "Just in time", prá pressentir o que vem pela frente. (O arranjo de "My foolish heart" é sublime, uma dos mais lindos que Gene Puerling já escreveu.) Este álbum é simplesmente soberbo! Singers Unlimited & Roger Kellaway - no popular, é " briga de cachorro grande".

(*) Infelizmente a capa do meu LP esté destruída e não pude obter informações sobre os componentes do grupo de Kellaway; no CD que comprei nos USA, o texto está em .....japonês!
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THE SINGERS UNLIMITED: JUST IN TIME (with the Roger Kellaway Cello Quintet)
LABEL: MPS GERMANY
NUMBER: 0068.179

THE SINGERS UNLIMITED
Bonnie Herman
Don Shelton
Gene Puerling
Len Dresslar

TRACKS/FAIXAS:
1. Just In Time
2. My Foolish Heart
3. Stone Ground Seven
4. Sleep Loved
5. Someone To Watch Over Me
6. Honeysuckle Rose
7. Zip-A-Dee Doo-Dah
8. Prelude To A Kiss
9. I Had To Be You
10. Impossible

DOWNLOAD: AQUI
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P.S.: Recebi um e-mail do prezado amigo Helio Tavares (a.k.a Scarpia, do SinginandSwingin.blogspot). Com a habitual presteza, Helio nos informa os nomes dos componentes do Roger Kellaway Cello Quintet :
Roger Kellaway - Piano, Hammerklavier, Celesta
Ed Lustgarten - Cello
Chuck Domanico - Bass
Emil Richards - Percussion
Joe Porcaro - Drums & Percussion

Grato pela gentileza, Mestre.

quinta-feira, 6 de março de 2008

THE MILLS BROTHERS - CHRONOLOGICAL - VOL. 4


CHRONOLOGICAL VOL.4
THE MILLS BROTHERS : desnecessário repetir a biografia dos nossos velhos conhecidos "Mills Brothers". Este é o quarto álbum da série CHRONOLOGICAL, que estou postando semanalmente.
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THE MILLS BROTHERS` career and their biography have been reported so many times in this blog. This is the fourth album of the serie CHRONOLOGICAL, that I'm posting weekly.
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MINHA OPINIÃO - neste quarto álbum da série Chronological, os MB contam com o auxilio-prá-lá-de-luxuoso de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong.

(*) Esta série dos Mills Brothers é dedicada ao meu grande amigo e incentivador RONALDO BENVENGA. Esse é o tipo de música que o Benvenga adora.
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THE MILLS BROTHERS - CHRONOLOGICAL - VOL. 4

THE MILLS BROTHERS:
John, Jr
Herbert
Harry
Donald

TRACKS/FAIXAS:
Lulu's Back In Town
Sweet And Slow
Old Fashioned Love
Lazybones
Rhythm Saved The World
Shoe Shine Boy
London Rhythm
Solitude
Swing Is The Thing
Long About Midnight
When Lights Are Low
I Found The Thrill Again
Big Boy Blue (with Ella Fitzgerald)
Swing For Sale
Pennies From Heaven
Dedicated To You (with Ella Fitzgerald)
The Love Bug Will Bite You
Rockin' Chair Swing
Carry Me Back To Old Virginny (with Louis Armstrong)
Darling Nellie Gray (with Louis Armstrong)
Darling Nellie Gray (with Louis Armstrong)
In The Shade Of The Old Apple Tree (A) (with Louis Armstrong)
In The Shade Of The Old Apple Tree (B) (with Louis Armstrong)
The Old Folks At Home

DOWNLOAD: AQUI

terça-feira, 4 de março de 2008

GLAD: THE BAND SIGNATURE SONGS COLLECTION (2000)


GLAD
O quinteto vocal GLAD, branco com sonoridade negra, é assombroso. Trata-se de mais um grupo à capella que, inicialmente, se dedicou exclusivamente à música sacra mas, tal como o Take Six, não resistiu às exigências do mercado e acabou gravando música "pagã" e - como ganhar dinheiro não é pecado, se tornou mais conhecido nos USA pelos comerciais do café Folgers que gravou para a TV. Tal como o Take Six, por serem excelentes e experientes instrumentistas, também aderiram ao acompanhamento de
instrumentos.
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GLAD, formed on the campus of West Chester State University of Pennsylvania when singer Ed Nalle auditioned for a new Christian band. Nalle would write and produce much of GLAD's early material in addition to his role as lead vocalist. The orginal members (from Temple University in Philadelphia) were Bob Kauflin (keyboards, vocals), T. Coble (bass, vocals), John Bolles (guitar, vocals), and Brad Curry (drums). Some of them left the group, whose current lineup includes Nalle and longtime members Chris Davis and John Gates, plus alternating keyboardists Paul Langford and Don Pardoe. Kauflin and Don Hart are the group's primary a cappella arrangers.1.5 million albums sold, GLAD is one of the pioneers of contemporary Christian pop/rock and a cappella music.
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MINHA OPINIÃO - O Glad já é nosso velho conhecido, especialmente pela postagem do álbum " A Capella Gershwin". Por isso, dispensa apresentação e comentários: basta baixar e ouvir a música de excepcional qualidade deste grupo que eu incluo naquele meu exclusivo arquivo: ONE OF THE BEST, EVER.
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GLAD THE BAND: Signature Songs Collection- (2000)

GLAD IS:
Ed Nalle
Chris Davis
John Gates
Paul Langford
Don Pardoe

TRACKS/FAIXAS:
Joy Comes in the Morning
I Find Your Love Again
Always
In the Garden
Kyrie
Where Your Heart Is
Maker of My Heart
Faith Makes
Color Outside the Lines
Holy Fire
Good News
Be Ye Glad

DOWNLOAD (Parte 1): AQUI
DOWNLOAD (Parte 2): AQUI

segunda-feira, 3 de março de 2008

LES GRANDES GUEULES: ABSOLUTE JAZZ VOCAL À CAPELLA



LES GRANDES GUEULES (em bom português, "As goelas grandes...)
Grupo vocal francês, mantendo a grande tradição dos vocais , iniciada por Ward Swingle e Mimi Perrand. O perfil do sexteto, criado e dirigido por Bruno Lecossois - genial!, bem como sua trajetória estão transcritos aí embaixo e vale a pena conferir.
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LES GRANDES GUEULES (The big mouths...)
Bruno Lecossois, the composer and group director, is the man who made it all happen.
Passionately dedicated to the voice in all its radiance and diverse expressive capacities. Like any young group in search of recognition, they had to rise to the challenge of competition. In August 1997, the Grandes Gueules participated in the Crest vocal jazz competition for the third time, finally taking first prize. Their triumph provided the encouragement they needed to tackle the La Défense competition in June 1998. Winning this prestigious award, as well as first prize in composition, convinced Bruno Lecossois to persevere in his mission: “To honor and pursue Mimi Perrinps pioneer project,the Double Six of Paris ? in our own way, forty years later.” After so much experimentation, Bruno Lecossois wanted a change and decided to write a complete, accomplished work; from the very beginning, he called this visionary project Absolut vocal. The path he chose allowed him to express the full range of his imagination, vitality, humor, and love of fantasy. Living in seclusion on nothing but his musical vibrations, Bruno spent a year with the group to develop the matrix of Absolut. The result is a highly personal work combining such rhythmic interchanges, subtle juxtapositions of structure and movement, and familiar and novel thematic development that the listener is inspired to reflect on the many
mysteries of song. With apparent ease, throughout the suite the Grandes Gueules create a sort of childlike musical poetry that no playground rivalry can touch. The rich sound and balanced vocals give the group rare, unique sound unlike any other a cappella ensemble; their expression is accessible, demanding yet free, healthy, and bright with musical passion. Using their patiently and passionately refined original
repertoire, Bruno Lecossois and his cohorts soar on the wings of virtuosity, running the gamut of words and sounds and boldly revealing a new world of musical expansion. The earthps vibrations become their playground as they develop joyful sound landscapes and floating musical backgrounds, whistle, click their tongues, and rub their hands together to increase their polyrhythmic possibilities. Their collective joy of singing takes the listener to unheard-of vocal spaces.
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MINHA OPINIÃO: este grupo francês, desconhecido no Brasil, vai fazer a alegria dos fãs de Bob McFerrin e Al Jarreau. Suas vocalizações são um coquetel de McFerrin, Jarreau e Les Double Six, que resulta em sonoridades absolutamente novas e diferentes - eu diria que o resultado chega a ser excêntrico. A mistura de sons distorcidos, ruidos, blocos vocais, e o que é raro, um pulsante "walking bass", é - sem dúvida - uma experiência instigante. É um álbum "difícil" que se constitui num desafio prá ser entendido.A competência e talento dos vocalistas e do arranjador é induvidosa. Confesso que não me agradou o "conjunto da obra",ou seja: para o meu gosto pessoal há poucos bons momentos. Procurei por outros álbuns do grupo, mais
convencionais mas nâo encontrei: existe pelo menos mais um, nesta mesma linha. Vale a pena conferir, pois o universo dos conjuntos vocais tem espaço de sobra para os "Goelas Grandes". Afinal, não se vive só de Hi-lo´s, 4Freshmen, Swingle Singers,
Singers Unlimited & Take Six.
(*)By the way: eu detesto Bobby McFerrin!
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LES GRANDES GUEULES: ABSOLUTE JAZZ VOCAL À CAPELLA
Label: BMG - RCA Victor
Year: 2002

LES GRAND GUEULES
Guylaine Cosseron,
Véronique Lherm,
Victoria Rummler,
Julien Baudry,
David Richard,
Bruno Lecossois.

Tracklist
01. Intro (3:36)
02. Tuneltek (2:53)
03. Tekbatuk (3:58)
04. Desert (3:17)
05. Plus ça ralentit (plus c’est coton à caler du bon côté du temps) (3:19)
06. Piéplum (3:34)
07. L’amour (3:09)
08. Groznie/Tubul (3:43)
09. Des pachas pas fachés (1:45)
10. Español (4:02)
11. Coucou (3:26)
12. Plumplum (4:32)
13. Valse (1:45)
14. Final (3:14)

DOWNLOAD: AQUI

Password: HUXLEY4U

domingo, 2 de março de 2008

BRAZILIAN TROPICAL ORCHESTRA: THE BEST OF ANTONIO CARLOS JOBIM


BRAZILIAN TROPICAL ORCHESTRA
É uma "big-band" de estúdio, associada à gravadora Movieplay. Gravou álbuns dedicados a Cole Porter, Gershwin, Chico Buarque etc; nesta postagem a BTO toca Tom Jobim ( e eu já ia entrando na " pilha" do título e dizendo, "o melhor de Tom Jobim" , como se o Maestro Soberano tivesse composto algo que não fosse sempre maravilhoso....). A orquestra, como aquelas dos anos dourados, tem, interagindo com os instrumentos, um excepcional octeto vocal formado por grandes vocalistas (Zé Luiz, Rita Kfouri, Tania Lemke, etc.). Os blocos vocais sâo alternados com "voicings" orquestrais e fica difícil dizer o que cantam/tocam melhor. Destaco o arranjo vocal de "Passarim" e o instrumental de "Chovendo na Roseira" , por serem músicas extremamente difíceis de tocar e cantar, compostas por "Mr. Joe Bean" (rs.) sobre sequências de acordes tipicamente jobinianas. Duvido que QUALQUER MÚSICO NO MUNDO tenha conseguido reproduzir as harmonias de Passarim ou Chovendo
na Roseira CORRETAMENTE de ouvido, "by heart", sem consultar as partituras originais. E conheço vários que, mesmo com a partitura na frente, ainda não conseguiram...A orquestra, composta por músicos de Sampa, deve ter ensaiado no "Butantã", porque só tem cobras - desde os arranjadores Waldomiro Lemke, Cido Bianchi, especialista em vocalizações ("remember" Jongo Trio), Theo de Barros e Edson Alves. Entre os músicos, craques do calibre de Proveta, Arismar do Espírito Santo, Roberto Sion, etc. etc. Algumas faixas são apenas orquestrais, sem a participação do coral. Como nos discos dos bons e velhos tempos, a contracapa tem uma ficha completa, com o a resposta à pergunta "who is doing what ? ".

E o melhor: LUIZ HARDING, (dono do EDISON MACHADO BY LUIZ HARDING, um grande blog, de respeito, feito com seriedade, carinho e amor do LH pelo seu ídolo) fez tudo: ripou, zipou, escaneou, subiu e mandou tudo pronto, na bandeja. Foi só escrevinhar estas mal-traçadas e postar.
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Valeu meu mestre e amigo LUIZ HARDING, exemplo de urbanidade, dignidade, solidariedade e decência, uma rara exceção na "vanity bonfire" que é a comunidade (?) "blogueira".

Como contrapartida, em homenagem ao LH, o CB Latin Jazz Corner posta hoje um CD do baterista Archie Peña e seu grupo "The Latin Jazz Crew". (Archie e Luiz têm tres coisas em comum: são grandes bateristas, adoram Edison Machado e são meus amigos de fé.) E - de quebra - eu e LH, além da música, temos duas outras paixões em comum: Vascoooooooooo......Santoooooooooooooos....!!!!!!!!!!!
(CB)
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BRAZILIAN TROPICAL ORCHESTRA , a "studio orchestra", assembles some of the best arrangers, musicians and singers from São Paulo, Brazil. In this album the BTO delivers gorgeous vocal and instrumental arrangements of some of the great compositions penned by TOM JOBIM.
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BRAZILIAN TROPICAL ORCHESTRA: THE BEST OF ANTONIO CARLOS JOBIM
Label: Movieplay

PERSONNEL
(*) A capa e a contracapa originais, contendo a ficha técnica completa, estão incluidas no arquivo .rar

TRACKS/FAIXAS:
Gabriela
Anos Dourados
Borzeguim
Passarim
Samba de uma nota só
Desafinado
Dindi
Corcovado
Só em teus braços
Esse seu olhar
Garota de Ipanema
Águas de março
Eu sei que vou te amar
Retrato em branco e preto
Bebel
Se todos fossem iguais a você
Luiza
Wave
Chovendo na roseira
Insensatez

DOWNLOAD: AQUI