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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

MPB-4: Feitiço Carioca (Do MPB-4 para Noel Rosa)


MPB-4: Feitiço Carioca
MBB-4 e Noel Rosa tem tudo a ver, não é?
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O FEITIÇO DE NOEL

Artigo de Zuza Homem de Mello, publicado no jornal VALOR, de São Paulo, em 12/02/2010

O que causa espanto na obra de Noel Rosa não é apenas o colossal avanço que ela deu às letras da canção brasileira. É fato que não há como comparar as crônicas primorosas e rimadas do cotidiano, contidas em seus imaginosos versos musicados, com as tentativas de ressaltar com ingenuidade um ou outro episódio meramente curioso, que é o que existia nos sambas de seus antecessores. Nem há, por outro lado, como cotejar esse mesmo repertório anterior a Noel com o de suas canções sobre as vicissitudes da paixão, valorizadas por originais toques de ironia, que estabeleceram padrão elevado na música popular. A partir de Noel altera-se o nível de exigência para o que viesse a ser criado por seus contemporâneos e por autores posteriores.Também causa espanto, e agora na vida de Noel, o desconcertante enredo com episódios insólitos, hilariantes e tragicômicos que delinearam sua breve existência, causa espanto a trajetória desse artista da classe média carioca descuidado com os atos da rotina, o que lhe custou a própria vida. O mais espantoso, porém, é que essa obra, de aproximadamente 260 canções que atravessaram os anos sem
que muitas tenham envelhecido, foi elaborada num espaço de tempo inacreditavelmente curto, apenas sete anos. Uma pesquisa na música popular universal provavelmente revelaria não haver outro caso de uma relação semelhante. Sem esquecer que essa
produção, com dezenas de obras-primas, foi elaborada por esse prodígio da nossa música entre seus 20 e 26 anos. Com efeito, teoricamente surgiam a cada ano mais que 30 canções inéditas, algumas delas criadas rapidamente nas mais inesperadas
situações. Certa vez, Noel foi apresentado pela dona de uma festa no bairro da Tijuca à moça que havia namorado tempos antes. Ao lado de seu novo namorado, para surpresa do ex, ela tentou encobrir o romance anterior assim se expressando: "Prazer em conhecê-lo". Noel ficou zonzo, jururu num canto, abandonando a festa com seus amigos logo depois. Foram diretamente a um bar do centro e, num papel que pede ao garçom, escreveu apressadamente a letra de "Prazer em Conhecê-lo": "Quantas vezes nós sorrimos sem vontade/ com o ódio a transbordar no coração/ por um simples dever da sociedade/ no momento de uma apresentação./ Se eu soubesse que em tal festa te encontrava/ não iria desmanchar o teu prazer/ porque, se lá não fosse, eu não
lembrava/ de um passado que tanto nos fez sofrer (...) frente a frente/ naquele instante, mais frios do que gelo/ mas, sorrindo, apertaste minha mão/ dizendo então/ tenho muito prazer em conhecê-lo (...) que mais prazer/ eu teria em não te conhecer."
O caso ilustra a facilidade de Noel em tirar partido de uma situação por ele vivida horas antes não só para descrevê-la com admirável forma rítmica e rimada, mas ainda acrescida de uma reflexão final que se enlaça com a melodia criada, nesse caso com a
colaboração de Custódio Mesquita. Tão frequentes eram tais arremates em suas letras, semelhantes às conclusões de fábulas de La Fontaine, que Noel seria futuramente apelidado de o filósofo do samba ("Ninguém aprende samba no colégio (...) quem suportar uma paixão/ sentirá que o samba então/ nasce do coração"). Como seus contemporâneos compositores - sobretudo Lamartine Babo, Ary Barroso e João de Barro - Noel confiava no que ocorria em seu dia a dia, em sua cidade ou até no exterior a fim de colher inspiração para as marchinhas de Carnaval, as emboladas, os foxtrotes, as valsas e, principalmente, para o gênero em que se tornou mestre, o samba, em andamentos diferentes. Numa ponta, os tipicamente batucados (alguns em parceria com Ismael Silva, iletrado musicalmente, porém um dos bambas criadores da seminal batida denominada de "samba do Estácio") e, na outra, os sambas lentos de caráter lírico (alguns em parceria com Vadico, pianista/arranjador paulista com sólida formação musical e compositor de harmonias refinadas para suas envolventes melodias). Muitos desses últimos se constituiriam no que seria, anos depois de sua morte, reconhecido como o samba-canção. É o que confere a Noel Rosa a condição de verdadeiro precursor. É bem possível que esse pioneirismo estilístico, essa inventividade em tantos elementos de uma composição, seja a razão de Noel não ter tido o sucesso merecido em vida. Seu comportamento desregrado entregue à boemia atuando como artista de rádio nas incipientes emissoras da época e varando madrugadas pelos bares e cabarés cariocas deram-lhe em vida um estigma que superou sua atuação como compositor. Aliás, como afirmou o jornalista João Máximo, profundo conhecedor da matéria, "Noel Rosa pode não ter sido o melhor compositor popular de seu tempo, mas foi o mais importante". Máximo lança, agora, o livro "O Morro e o Asfalto no Rio de
Janeiro de Noel Rosa" (Editora Aprazível, 204 págs., R$ 140,00).Noel implantou um novo estilo na música popular, o estilo que acabou vingando na obra de grande parte dos mais conhecidos compositores brasileiros: o do samba urbano, com melodias
requintadas e novos motivos poéticos. Seus versos ora coloquiais, ora críticos, ora líricos, ora humorísticos, ora satíricos e muitas vezes filosóficos, moldam esse estilo. Há composições sob a forma epistolar ("Cordiais Saudações"), há rimas
surpreendentes (pinote com foxtrote, chute com vermute, orquestra com Palestra), há rimas internas (grito tão aflito, gerente impertinente), referências de época (cerveja Brahma, Gandhi, o telefone 344333), de local (Piedade, Cascadura, Penha), gírias (dar um beiço, funil), há expressões que se consagraram (com que roupa?), há artifícios curiosíssimos, como o gaguejar de um personagem ("Gago Apaixonado"), brincadeiras gramaticais (Picilone) e anatômicas (Coração) e naturalmente existem as
emocionantes citações sobre o bairro em que nasceu, viveu e morreu: "São Paulo dá café/ Minas dá leite/ mas a Vila Isabel dá samba". Não foi senão mais de dez anos após sua morte aos 26 de idade que a maturidade da obra de Noel começou a ser
reconhecida em sua magnitude. Deveu-se a uma iniciativa inédita na fonografia brasileira a partir da gravadora Continental dirigida por João de Barro, de quem fora parceiro. Em plena fase dos discos de 78 rotações, embalados individualmente em envelopes pardos e de mínimo interesse gráfico, foi produzido em setembro de 1950 um álbum em capa dura com a ilustração, assinada por Di Cavalcanti, de um seresteiro tocando violão e textos internos de Lúcio Rangel e Fernando Lobo contendo três discos. As orquestrações foram caprichosamente elaboradas por Radamés Gnattali e a interpretação entregue à mais indicada para cantá-las, sua amiga Aracy de Almeida. O timbre anasalado e a inflexão evocativa da voz de Aracy (cuja intimidade com a obra de Noel vinha desde 1935 com a gravação de 14 de suas composições) deram uma vida que poucos imaginavam existir nos sambas-canção que dominavam o repertório - "Feitiço da Vila", "Último Desejo", "Não Tem Tradução" e "X do Problema" com acompanhamento de cordas e flauta - e nos outros dois sambas - "Palpite Infeliz" e "Conversa de Botequim", com Aracy escorada pelo Quarteto Continental, na verdade o Quarteto de Radamés com ele (piano), Zé Menezes (guitarra), Luciano Perrone (bateria) e Vidal (contrabaixo). Uma vez reativada, a chama da obra de Noel provou ter mais gás do que se supunha, e esse produto exemplar provou como uma gravadora
pode ter peso nos rumos da música popular de um país quando dirigida por quem é da música. O samba-canção se expandiria notavelmente no período que o historiador Jairo Severiano reconhece como da modernidade. Os direitos de autor duram por 70 anos
contados de 1º de janeiro do ano subsequente à sua morte. Portanto, no caso de Noel Rosa, até 1º de janeiro de 2008. Nem por isso deixaram de ser produzidas várias antologias nos formatos de LP e CD muito antes que a obra de Noel caísse no domínio
público. A etiqueta carioca Rádio estreou no mercado fonográfico em 1953 com o long-playing de 10 polegadas "Poeta da Vila" contendo oito composições suas em arranjo de Aldo Taranto e cantadas por Marília Batista, sua intérprete quando ele vivia. Provavelmente entusiasmada com o êxito do álbum de Aracy, a EMI-Odeon lançou ainda nos anos 50 o esplêndido LP "Noel Rosa e Sua Turma da Vila" com gravações anteriores em que ele cantava meia dúzia de seus sambas ("João Ninguém", "Onde Está a Honestidade", entre outros). Um precioso documento, já que a voz do autor veio a público em vinil pela primeira vez. Por meio de sua etiqueta mais popular (Imperial) foi compilado, em 1971, outro LP contendo 12 gravações também reconstituídas das originais, interpretadas pelo próprio Noel, entre as quais "Conversa de Botequim", "Com Que Roupa" e "Cordiais Saudações". Mesmo não sendo considerado grande intérprete, numa época em que os compositores eram ignorados e as músicas, vinculadas aos cantores, Noel canta mais solto e com mais graça que grandes cartazes do rádio e do disco de então. Pode-se constatar ter sido ele próprio o grande intérprete de sua obra. Quatro anos depois, a Continental lançou também um vinil: outras seis gravações com o autor cantando novamente com sua voz diminuta no lado A da compilação incluída na série "Ídolos MPB", organizada por J.L. Ferrete. Em 1966, Maria Bethânia lançou o compacto "Bethânia Canta Noel", que seria estendido como parte de um LP de 12 polegadas. Nos anos 80, a gravadora Eldorado entrou em cena por meio da atuação de seu diretor Aluízio Falcão com dois álbuns originais. O de 1983, "Inédito e Desconhecido", tem a chancela dos produtores João Máximo e Carlos de Vasconcellos Didier (Caola), autores da mais completa biografia sobre o compositor, "Noel Rosa, uma Biografia", lançada em 1980. Violonista e cantor do conjunto Coisas Nossas, Caola é um fino intérprete do repertório noeliano. O projeto seguinte foi a primeira gravação completa da opereta "A Noiva do Condutor", tendo Marília Pêra e Grande Othelo como intérpretes principais. O grupo vocal MPB4 gravou com capricho o LP "Feitiço Carioca" e, na mesma década, um álbum com 26 músicas divididas entre gravações originais dos anos 30 e novas versões com cantores como Paulinho da Viola e João Nogueira (dois de seus mais destacados intérpretes) foi o valioso brinde distribuído em 1982 pela Fenab do Banco do Brasil. Em 1991, Almir Chediak produziu o "Songbook ", a que se seguiu um álbum duplo, ainda em vinil, com 22 canções gravadas na época por um elenco de estrelas como Tom Jobim, Gilberto Gil, Gal Costa, João Bosco, Djavan e Chico Buarque, citado no início da carreira como um novo Noel. Na era do CD, há igualmente vários destaques. O primeiro é de 1995, o singelo "Sem Tostão... A Crise não É Boato", reunindo a cantora Cristina Buarque e o violonista Henrique Cazes, que, numa gravação ao vivo, prestaram um emocionante tributo a Noel Rosa entremeando os sambas com divertidas histórias sobre as aventuras do autor. O cantor Zé Renato, uma das mais lindas vozes brasileiras, dedicou-lhe o CD "Filosofia". Em 1996, foi lançado "Coisas Nossas", com nomes de menor projeção que o "Songbook" e resultado heterogêneo. No ano seguinte, um dos mais curiosos CDs dedicados a Noel. Poucos imaginavam que alguém como Johnny Alf pudesse se identificar com sua obra, que ele gravou em competentes arranjos do pianista Leandro Braga. Quem também se debruçou surpreendentemente sobre Noel Rosa foi o compositor
Ivan Lins numa caprichada produção de dois CDs intitulados curiosamente "Vivanoellins", associando num "jeux de mots" seu nome a "Viva Noel". Ivan Lins registrou sozinho ou com convidados nada menos que 36 canções em arranjos que, mesmo fugindo ao convencional, têm o mérito de não ferir o espírito da obra. O mais importante documento gravado no formato CD é "Noel pela Primeira Vez", a coleção de 14 CDs com 229 composições de Noel Rosa em suas versões originais, lançadas em 2000 pela gravadora Velas com apoio da Funarte, numa idealização de Omar Jubran. Um verdadeiro monumento à obra do compositor, referência obrigatória para qualquer trabalho em torno dele. Com tão bem-intencionadas antologias, a obra de Noel Rosa foi preservada depois de sua morte por meio dessas novas gravações das numerosas canções compostas nos sete breves anos em que viveu bem mais para a boemia e o samba do que para si. Após tentar desesperadamente se curar da tuberculose, ele passou acamado num quarto da casa materna seus últimos quatro meses. Noel morreu em 4 de maio de 1937. A vida tumultuada e a obra perdurável constituíram um prato cheio para espetáculos teatrais, um curta-metragem de Rogério Sganzerla e o filme "Poeta da Vila" (2009), dirigido por Ricardo van Steen. Cabe agora indagar: além de Aracy de Almeida, quem terá sido uma grande intérprete contemporânea de Noel Rosa, já que nenhum cantor conseguiu superar as gravações por ele deixadas? Alguém bem pouco conhecida que teve o CD "Noel por Ione" lançado em 2000 pela gravadora Dabliú numa produção de Ronaldo Rayol. Trata-se da cantora Ione Papas, baiana que canta em barzinhos de São Paulo. A enxuta capa branca abriga um disco respeitoso e emocionante com pelo menos quatro pérolas: "Você só... Mente", "No Baile da Flor-de-Lis", "Quando o Samba Acabou" e "Coração". Nenhuma cantora contemporânea conseguiu reviver o clima espirituoso, alegre, trágico, irônico, elegante e lírico contido nas 15 canções desse CD. Ouvir Noel Rosa é o bastante para se convencer da existência em sua obra de canções tão vivas que parecem ter sido compostas justamente no ano de seu centenário.
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MPB-4
One of the longest lasting male vocal groups in Brazilian music, their members began singing together in Niteroi, Rio de Janeiro, in 1962, first as a trio, with Ruy, Aquiles and Miltinho, and then as a quartet, as keyboardist and arranger Magro joined in. The name MPB-4 was adopted in 1964, and they made their first single that same year. MPB-4 was connected to Chico Buarque from the very beginning and many of Chico's songs became very successful as interpreted by the group. This CD is a homage to another great Brazilian composer - NOEL ROSA, who is considered a sort of Chico Buarque´s "soul mate". Pretty nice stuff.
(CB)
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MINHA OPINIÃO
É inconteste que a carreira do MPB-4, nos seus primórdios, esteve conectada, por um bom tempo, (sorry - não resisti!) à de Chico Buarque, de cujas composições o quarteto é um dos maiores intérpretes. E como Chico & Noel (discussões à parte, uma vez que esgotada a matéria, há muito tempo) são mesmo "almas gêmeas", este álbum é uma consequência lógica e tem tudo a ver. Já ouvi várias composições de Noel cantadas por conjuntos vocais (alguns, "das antigas" e outros, nem tanto), mas o "sabor carioca", indispensável à obra do "poeta da Vila", só foi adicionado, na sua plenitude, neste álbum do MPB-4. Como nem tudo são flores, me lembro que, por ocasião do lançamento (1987), alguns "xiitas" (os "tinhorões" de sempre) vociferaram contra a "modernidade" dos arranjos; o uso de instrumentos eletrônicos foi um prato feito para os "puristas" - aqueles que só aceitam samba com pandeiro-cavaquinho-violão e ainda acham que arranjo vocal, pra ser bom, tem que se manter fiel aos dos grupos dos anos 20, 30 e 40, na base das tríades. (Sétimas, nonas, décimas-terceiras? Nem pensar...) Os cães ladraram em vão e a caravana seguiu em frente (não por acaso, sob o comando do árabe Waghabi). Curiosamente, a maioria dos arranjos vocais (e instrumentais) foi escrita pelo múltiplo e onipresente MAURICIO MAESTRO. Mas quem pensa que vai encontrar resquícios do "Boca Livre" ou do "Momentoquatro" nos arranjos, vai se machucar: os arranjos têm a cara do MPB-4 e, se não fosse a ficha técnica, eu iria credita-los ao MAGRO, que assina apenas 4 deles. (Ah! Tem um do Miltinho). Uma raridade este álbum, cujo preço no mercado de LP´s usados, para colecionadores, anda na casa dos R$300,00. Portanto...APROVEITEM a preciosidade! E que nenhum engraçadinho se atreva a me dizer que, "de graça até injeção na veia", porque o que vem do MPB-4 é sempre UM LUXO!

(*) A capa é do grande NÁSSARA.
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MPB-4: Feitiço Carioca

MPB-4
Magro
Miltinho
Aquiles
Ruy

VOCAL & INSTRUMENTAL ARRANGEMENTS::
Mauricio Maestro (1,2,4,6,8,10)
Miltinho (3)
Magro (5,7,8,9)

PERSONNEL:
Mauricio Maestro - bass (1,2,3,4,5,6,7,9,10), keyboards (1,6,10), acoustic guitar (6)
Miltinho - acoustic guitar (1,2,3,4,5,7,8,9,10)
Magro - electric piano (1,3,6,7,8,9,10), keyboards (1,2,3,5,7,8,9), clarinet (7)
Élcio Cáfaro - drums (1,2,3,4,5,6,7,8,9,10)
Guilherme Brício - sax (1,2,3,4,5,7,8,9,10), flute (2,3,9), keyboards (7)
Alceu do Cavaco - cavaquinho (2)
Ovídio - percussion (2,5,7)
Paulo Roberto - percussion (2)
José Belmiro - percussion (2,5,7)
David Ganc - sax (2)
João Martins - sax (2)
Nilton Rodrigues - trumpet (2)
Henrique - trumpet (2)
Barreto - trumpet (5,7)
Zeca do Trombone - trombone (5,6,7)
João Daltro - violin (5)
Marcos Antonio - percussion (5)

TRACKS/FAIXAS:
01 - Pierrot apaixonado (Heitor dos Prazeres - Noel Rosa)
02 - Quem ri melhor (Noel Rosa)
03 - Não tem tradução [Cinema falado] (Noel Rosa)
04 - Pela décima vez (Noel Rosa)
05 - Quem dá mais (Noel Rosa)
06 - Com que roupa (Noel Rosa)
07 - Filosofia (André Filho - Noel Rosa)
08 - Feitio de oração (Noel Rosa)
09 - Conversa de botequim (Vadico - Noel Rosa)
10 - Pout pourri
Último desejo (Noel Rosa)
Fita amarela (Noel Rosa)
O orvalho vem caindo (Noel Rosa - Kid Pepe)
Até amanhã (Noel Rosa)
Felicidade (René Bittencourt)

sábado, 3 de outubro de 2009

VÉSPER VOCAL, MPB-4 & CONVIDADOS: 180 anos de samba cantando Adoniran & Noel


VÉSPER VOCAL, MPB-4 e Convidados.
Este fantástico projeto, realizado no SESC Vila Mariana em São Paulo, reúne o VÉSPER, o MPB-4 e ilustríssimos convidados, cantando a obra de Noel Rosa e Adoniran Barbosa. Imprescindível a leitura do precioso texto que faz parte da apresentação do álbum (incluso no "download file"), escrito pelo Doutor Dilmar Miranda, professor da Universidade Federal do Ceará e pesquisador da MPB, que faz uma extensa e minuciosa comparação entre a vida e a obra dos dois geniais compositores.
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MY OPINION
This is a live recording of a show, realized in São Paulo - Brazil, assembling two of the best Brazilian vocal groups, MPB-4 and VÉSPER VOCAL, plus some special guests, backed by a "dream team" of musicians and arrangers. The show was a homage to NOEL ROSA and ADONIRAN BARBOSA, two of the most important Brazilian popular composers, ever. Pretty good stuff!
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MINHA OPINIÃO - para usar da linguagem popular, tão própria do Adoniram: este álbum resulta da junção da "fome com a vontade de comer..." A idéia e a concepção não poderiam ser melhores: reunir no mesmo álbum os sambas eternos de Noel e Adoniram, cantados pelas vozes do Vésper, do MPB-4, Roberto Silva, Luiz Tatit, emolduradas pelo "timaço" de músicos e arranjadores, só poderia resultar num documento histórico, que ajuda a preservar a memória (tão curta...) da música popular brasileira. OURO EM PÓ!

(*)Não tenho certeza, mas acho que foi aí que começou o namoro da dupla MO & MA (Mônica & Magro), que se consumou no feliz casamento dos maravilhosos, notáveis e super-talentosos vocalistas, arranjadores e - mais que tudo - meus queridos amigos.
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VÉSPER VOCAL, MPB-4 & CONVIDADOS: 180 anos de samba cantando Adoniran & Noel

Gravado ao vivo no teatro do Sesc Vila Mariana
Concepção de projeto, pesquisa e seleção de repertório: Mônica Thiele Waghabi
Pesquisa Histórica, texto e narração no show: Dilmar Miranda
Direção Musical: Paulo Bellinati
Produção Artística do CD: Mário Manga

VÉSPER VOCAL
- Ilka Cintra
- Nenê Cintra
- Mazé Cintra
- Juçara Marçal
- Mônica Thiele Waghabi

MPB4
- Aquiles
- Miltinho
- Ruy
- Magro Waghabi

PERSONNEL
Roberto Silva - voz
Luiz Tatit - voz
Adriana Holtz (cello)
Benjamim Taubkin (piano)
Edmilson Capelupi (violão de 7 cordas e cavaquinho)
Guello (precussão)
Nailor Proveta (clarinete e saxofone)
Osvaldinho da Cuíca (percussão)
Paulo Bellinati (violão)

ARRANGEMENTS:
Edmilson Capelupi
Magro Waghabi
Maurício Carrilho
Mónica Thiele Waghabi
Nailor Proveta
Paulo Bellinati
Maurício Maestro.

TRACKS/FAIXAS:
1) Fala de Adoniram
2) Filosofia - Vésper
3) Abrigo de Vagabundos - MPB4
4) Palpite Infeliz - Roberto Silva
5) Iracema - Luiz Tatit
6) A razão dá-se a quem tem - Vésper & MPB-4
7) Gago Apaixonado - MPB4
8) Vide verso, meu endereço - Luiz Tatit
9) Apaga o foto, Mané - Vesper
10) Dama do cabaré - Roberto Silva
11) Tarzan - Vésper & MPB4
12) As mariposa, Luz da light - Vésper & Luiz Tatit
13) Com que roupa - MPB4
14) Fita amarela - Todos
15) Trem das onze, Até amanhã - Todos

domingo, 17 de maio de 2009

MPB-4 & SWINGLE SINGERS: Chega de Saudade (No more blues)




Eis aqui um presente especial para alegrar o nosso Domingo: o MPB-4 e os "Swingle Singers" terçando vozes em "Chega de Saudade". Gravado no Rio de Janeiro em dezembro de 2008, durante a temporada dos Swingle no Brasil. Coisa rara e bonita...
OURO EM PÓ!
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The Brazilian male vocal group MPB-4 joins the "Swingle Singers" to deliver "Chega de Saudade" (a.k.a No More Blues.) This video has been recorded in Rio de Janeiro, December, 2008.
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sábado, 13 de setembro de 2008

MPB-4 & QUARTETO EM CY : COBRA DE VIDRO [RE-UP]


Meu amigo Magro Wagabi ainda deve estar arrumando a casa nova, depois da mudança para Vinhedo, SP. e, com certeza, ainda não teve tempo de ripar e mandar a grande surpresa pra nós aqui do CBVG, um disco especial para entronizar com a pompa a que tem direito o nosso querido MPB-4. Mas nem por isso vamos morrer de saudades deles e vou fazer melhor ainda: servir CHAMPAGNE COM CAVIAR, ou seja - postar o "Cobra de Vidro", em que se juntam as vozes e a arte do Quarteto em Cy e do MPB-4. Eu diria que o Cy e o MPB-4 são o "alter ego", feitos um para o outro. Acho que nenhum deles ou delas se ofenderia se eu dissesse que o MBP-4 é o Quarteto em
Cy de saias, ou vice-versa: O Quarteto em Cy é o MPB-4 de terno e gravata. A importância histórica dos dois grupos é enorme, desde
as mesmas origens e identidade de ordem política, até a longevidade; há mais de 40 anos continuam cantando de cabeça-em-pé, com dignidade, sem fazer uma mísera concessão ao mau gosto ou ao sucesso fácil, mesmo na época dos "anos de chumbo". Outra caracteristica fantástica é que ambos têm um som BRASILEIRO e personalissimo. Quando voce ouve um dos dois, sabe quem está cantando, sem sotaque de "jazz". São dois ícones, emblemáticos, que dignificam a arte de cantar em conjunto. E quando se juntam, como neste album, imagino que o som deve ser parecido com o que os anjos fazem aí no andar de cima...
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This is MPB-4 / Quarteto em Cy - Cobra de Vidro (1976), for Philips.
Cobra de Vidro has some unusual renditions, such as: a gorgeous delivery of Because (Lennon / McCartney) - one of the best I have ever heard, plus two wonderful "instrumental" songs using voices as instruments, Noites Cariocas (Jacob do Bandolim) and Fuga (Heitor Villa Lobos). Besides, theres a Guarania with Spanish lyrics, Me Gustan Los Estudiantes (Violetta Parra). We should agree that the repertoire is somewhat different but no big deal: Cy and MBP-4 performance is astonishing, as usual.
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Minha opinião: quem sou eu pra me manifestar diante de tanta beleza? Juntar Villa Lobos, Violeta Parra, Chico, Milton, Dory, Jacob do Bandolim, Sueli Costa, etc. é tarefa prá quem sabe e pode. Além do mais, "de quebra", ainda tem "Because", com um arranjo de deixar os Beatles de boca aberta. Aliás, na época, bem que eles poderiam ter dado uma passadinha por aqui pra tomar umas "caipirinhas" enquanto assistiam a umas aulinhas de vocalização com o Magro, com a Celinha Vaz, com a Cynara....
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COBRA DE VIDRO - Quarteto em Cy e MPB-4
1978
Phonogram
6349 387

MPB-4
Magro Waghaby
Miltinho
Aquiles
Ruy

QUARTETO EM CY
Cynara
Cybelle
Sonia
Dorinha Tapajós

Direção Musical : LUIZ CLÁUDIO RAMOS

TRACKS/FAIXAS
1 Nada será como antes
(Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
2 A estrada e o violeiro
(Sidney Miller)
3 Guararapes
(Dori Caymmi - Paulo César Pinheiro)
4 Noites cariocas
(Jacob do Bandolim)
5 5/6/65 (Instrumental)
(Luiz Cláudio Ramos)
6 Não existe pecado ao sul do Equador
(Ruy Guerra - Chico Buarque)
7 O cio da terra
(Chico Buarque - Milton Nascimento)
8 Me gustan los estudiantes
(Violeta Parra)
9 Oriente
(Gilberto Gil)
10 Because
(McCartney - Lennon)
11 Amor, amor
(Cacaso - Sueli Costa)
12 Fuga (Vocal)

DOWNLOAD: AQUI

sábado, 16 de agosto de 2008

QUARTETO EM CY & MPB-4: SOMOS TODOS IGUAIS


QUARTETO EM CY & MPB-4
Eu já disse que o Cy e o MPB-4 são o "alter ego", feitos um para o outro. Acho que nenhum deles ou delas
se ofenderia se eu dissesse que o MBP-4 é o Quarteto em Cy de saias, ou vice-versa: O Quarteto em Cy é o MPB-4 de terno e gravata. A importância histórica dos dois grupos é enorme, desde as mesmas origens e identidade de ordem política, até a longevidade; há mais de 40 anos continuam cantando de cabeça-em-pé, com dignidade, sem fazer uma mísera concessão ao mau gosto ou ao sucesso fácil, mesmo na época dos "anos de chumbo". Outra caracteristica fantástica é que ambos têm um som BRASILEIRO e personalissimo. Quando voce ouve um dos dois, sabe quem está cantando, sem sotaque de "jazz". São dois ícones, emblemáticos, que dignificam a arte de cantar em conjunto. E quando se juntam, como neste album, imagino que o som deve ser parecido com o que os anjos fazem aí no andar de cima...
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QUARTETO EM CY & MPB-4
Two of the best Brazilian vocal groups of all time, once again join their voices. The result, as expected, is a true "work-of-art", a "masterpiece". The repertoires is a fine collection of compositions penned by Ivan Lins and Djavan, two legends of Brazilian Music. BREATHTAKING, to say the least. A must listen to...Don´t miss this post.
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MINHA OPINIÃO: este álbum é fabuloso, fenomenal. Arranjos vocais e instrumentais nada menos que magistrais. O repertório é um rosário de pedras preciosas da lavra de Ivan Lins e Djavan que também participam do álbum. O "latin-groove", salseado de FATO CONSUMADO é delicioso. O arranjo vocal de "VELAS IÇADAS" é uma obra-de-arte. Aliás, vamos encurtar a conversa: o álbum todo é uma obra-de-arte, e ponto final.
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QUARTETO EM CY & MPB-4: SOMOS TODOS IGUAIS

MPB-4
Magro Waghaby
Miltinho
Aquiles
Ruy

QUARTETO EM CY
Cyva
Cynara
Cybelle
Sonia

TRACKS/FAIXAS
1.Fato consumado
2.Somos todos iguais esta noite
3.Pássaro (participação especial de Ivan Lins)
4.Dinorah, Dinorah
5.Sina
6.Novo Tempo (Participação especial de Djavan)
7.Lilás
8.Antes que seja tarde
9.Nem um dia
10.Velas içadas
11.Meu bem-querer
12.Desesperar jamais
13.Oceano

MÚSICOS, INTÉRPRETES E ARRANJADORES (por faixa):
Ricardo Leão: Arranjos de base e programação em todas as faixas e piano nas faixas 1,6,7, 9, 10 e 13
Jurim Moreira: Bateria em todas as faixas, exceto 3
Dunga: Baixo na faixa 3
Cidinho: Percussão nas faixas 1, 2, 4 a 8, 10 e 12
Marco Pereira: Violão nas faixas 1, 2, 4, 6, 7, 8, 10 e 12
Sérgio Chiavazzoli: Violão nas faixas 11 e 13

Metais
Jessé Nascimento: Trompete nas faixas 1 e 12
Zé Canuto: Sax-alto nas faixas 1 e 12
Daniel Garcia: Sax-tenor nas faixas 1 e 12
Vittor Santos: Trombone nas faixas 1 e 12
Milton Guedes: Sax-soprano na faixa 2


Fato Consumado
Quarteto em Cy & MPB-4
Arranjo: Célia Vaz

Somos Todos Iguais Nesta Noite
Ruy, Aquiles, Cyva e Cybelle
Arranjo Vocal: Ary Sperling

Pássaro
Quarteto em Cy & MPB-4
Arranjo Vocal: Magro

Dinorah, Dinorah
MPB-4 & Sonya
Arranjo Vocal: Paulinho Malagutti

Sina
Cynara, Sonya, Magro e Miltinho
Arranjo Vocal: Magro

Novo Tempo
Quarteto em Cy & MPB-4
Participação Especial: Djavan
Arranjo Vocal: Cynara e Bia Paes Leme

Lilás
Cyva, Cynara, Ruy, Magro e Aquiles
Arranjo Vocal: Maurício Mestro

Antes que Seja Tarde
Cyva, Cynara, Cybele, Magro e Miltinho
Arranjo vocal: Cynara e Bia Paes Leme

Nem Um Dia
Cynara, Magro e Miltinho
Arranjo Vocal: Cynara e Bia Paes Leme

Velas Içadas
Cyva, Sonya e Ruy
Arranjo Vocal : Magro

Meu Bem-Querer
Quarteto em Cy & MPB-4
Arranjo Vocal: Magro

Desesperar Jamais
Quarteto em Cy & MPB-4
Arranjo Vocal: Miltinho

Oceano
Quarteto em Cy & Aquiles
Arranjo Vocal: Cynara e Bia Pes Leme

Participações Especiais:
Djavan e Ivan Lins


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sexta-feira, 7 de março de 2008

MPB-4: SAMBA BEM (1964)




COMO CONHECI O MPB4:
Em 1963 eu estudava Direito na UFF em Niterói. Numa reunião político/musical no CPC, conheci um trio de estudantes universitários (Aquiles, Miltinho e um outro) que mais tarde, com a adesão de Magro, veio a se constituir no quarteto MPB4. Um parceiro meu, Eduardo Palma, havia chegado de Brasília, onde aprendera um samba - "Samba Lamento", de Marçal, um compositor que conhecera numa reunião de música. Mostramos o samba prá eles, que gostaram e aprenderam. Tempos depois, assistindo na TV ao "Fino da Bossa", deparei com os caras que havia conhecido em Niterói, já com o nome de MPB4, cantando o Samba-Lamento. Anos mais tarde, nos bastidores de um festival de música, o Ruy me contou que eles estavam na dúvida sobre o que deveriam cantar na sua estréia no programa da Elis; a dúvida desapareceu quando a "Pimentinha" ouviu o Samba-Lamento e deu o veredicto: CANTEM ESSE! Em 1990 eu produzi um show para a maravilhosa cantora Iracema Werneck, grande amiga do Magro. Ele foi assistir ao show
e não se fez de rogado: na semana seguinte, quando repetimos o show, ele também subiu ao palco e acompanhou Iracema Werneck numa canção. PERA-LÁ: não é o que vc. está pensando!...Magro NÃO acompanhou a cantora ao piano, mas sim, compôs com a cantora um inusitado e belíssimo dueto de voz e CLARINETE! Grande Maestro Waghabi, amigo de fé, talento imensurável, coração-de-ouro, um dos nossos maiores arranjadores de vocal de todos os tempos.
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MPB-4: origem, história, trajetória.
A história de vida, trajetória, engajamento e consciência política do MPB-4 é tão longa, bonita e respeitável que só pode ser contada em livro. Eu já escrevi e repito: O MPB-4 (e seu "alter ego", Quarteto em Cy) podem cantar de cabeça em pé, encarando seu público de frente, porque jamais fizeram qualquer concessão ao sucesso fácil, ao gosto duvidoso e - mais importante: peitaram a barra pesada dos "anos de chumbo", sem se intimidar ou " amarelar" diante da censura e da "cana-dura" do regime militar.

O texto abaixo foi transcrito do Dicionário da Música Brasileira de Ricardo Cravo Albim e editado por mim, que muito a contragosto tive que efetuar alguns cortes, para que coubesse no blog. O histórico do grupo remonta a 1962, inicialmente com formação de trio, integrado por Ruy, Aquiles e Miltinho, responsáveis pelo suporte musical do Centro Popular de Cultura da Universidade Federal Fluminense (filiado ao CPC da UNE), em Niterói. A partir do ano seguinte, com a adesão de Magro, passou a atuar como Quarteto do CPC, com a seguinte distribuição de vozes: um cara (cujo nome esqueci) na primeira voz; Magro (2ª voz e direção musical), Aquiles (3ª voz) e Miltinho (4ª voz). Em 1964, com a extinção dos CPCs, Magro e Miltinho, na época estudantes de Engenharia, batizaram o conjunto como MPB-4, o que provocou por parte de Sérgio Porto o comentário de que o nome do quarteto parecia "prefixo de trem da Central do Brasil". Por esse motivo, erradamente, durante muito tempo atribuiu-se ao jornalista a autoria do nome do grupo. Nesse mesmo ano, realizou sua primeira apresentação profissional, na Boate Petit Paris, em Niterói.

(*) Nota: o saudoso " Petit" era ponto de encontro de grandes músicos de Niterói e Rio de Janeiro, famoso pelas suas "jam-sessions" lideradas por Sérgio Mendes. Que saudade... (CB)

Ainda em 1964, o MPB-4 gravou seu primeiro disco, um compacto duplo intitulado "Samba bem". Em 1965, Magro, Aquiles e Miltinho & Cia, ainda estudantes, viajaram de férias para São Paulo, onde conheceram, na Boate Ela, Cravo & Canela, Chico Buarque, as integrantes do Quarteto em Cy e Chico de Assis, que os apresentou a Manoel Carlos. O produtor do "Fino da bossa", nessa oportunidade, convidou o grupo para apresentar-se no programa da TV Record, ao lado do Quarteto em Cy. Ainda em São Paulo, o conjunto atuou mais uma vez ao lado do Quarteto em Cy. Em uma das apresentações, encontrava-se presente na platéia o produtor Aloysio de Oliveira, que convidou-os para gravar no selo Elenco. De volta ao Rio de Janeiro, o grupo lançou um compacto simples, contendo as canções "Samba lamento" (Luiz Marçal) e "São Salvador" (Roberto Nascimento). Ainda em 1965, dividiu o palco da Boate Zum Zum com
Oscar Castro Neves, Rosinha de Valença e o Quarteto em Cy, no show "Contraponto", com direção de Aloysio de Oliveira. Participou, também, do histórico espetáculo "O samba pede passagem", ao lado Aracy de Almeida e Ismael Silva, entre outros. O show, lançado em disco, foi realizado no Teatro Opinião (RJ), substituindo o espetáculo teatral "Brasil pede passagem", proibido pela censura. Em 1966, integrou o elenco da ópera popular "João Amor e Maria", de Hermínio Bello de Carvalho. Participou, também, ao lado da musa da bossa nova, do show "Quem tem medo de Nara Leão?" com direção de Guilherme Araújo e Ferreira Gullar. Ainda em 1966, gravou seu primeiro LP, "MPB-4", com destaque para as canções "Lamento" (Pixinuinha e Vinicius de Moraes), "Juca", "Olê olá" e " Sonho de um carnaval", todas de Chico Buarque. Em 1967, gravou mais um LP intitulado "MPB-4", com participação do Quarteto em Cy, contendo "Cordão da saideira" (Edu Lobo), "Morena dos olhos d'água" e "Quem te viu, quem te vê", de Chico Buarque". Nesse mesmo ano, participou do III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), interpretando as canções "Gabriela"
(Maranhão) e "Roda-viva" (Chico Buarque), essa última com o autor. Em 1968, gravou o LP "MPB-4", registrando "Ela desatinou" (Chico Buarque), "Estrela é lua nova" (Villa-Lobos), com a participação do coral do Centro Educacional de Niterói, "Sabiá" (Tom Jobim e Chico Buarque) e "Sentinela" (Milton Nascimento e Fernando Brant), entre outras. Em 1969, dividiu o palco do Teatro Opinião (RJ) com a dupla Cynara & Cybele, no show "Bacobufo no caterefofo". No ano seguinte, voltou a se apresentar com Chico Buarque, em show realizado na casa noturna Sucata (RJ). Lançou, também em 1969, o LP "Deixa estar", registrando a primeira gravação de uma música de Aldir Blanc, "Amigo é pra essas coisas". Em 1971, gravou o LP "De palavra em palavra", contendo "Cravo e canela" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), além da faixa-título, uma parceria de Miltinho com Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro. Nesse mesmo ano, dividiu o palco do Canecão (RJ) com Chico Buarque, Jacques Klein e a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky, no histórico espetáculo "Construção". Em 1972, apresentou-se em Portugal, com Chico
Buarque. Lançou, ainda nesse ano, o LP "Cicatrizes", com destaque para "San Vicente" (Milton Nascimento e Fernando Brant) e "Partido-alto" (Chico Buarque). Em 1973, voltou a se apresentar com Chico Buarque, dessa vez em Buenos Aires. No ano seguinte, gravou o LP "Antologia do samba", contendo obras de Monsueto, Chico Buarque, Ismael Silva, Ataulfo Alves, Noel Rosa, Dorival Caymmi, Baden Powell, Tom Jobim, Nélson Cavaquinho e Paulinho da Viola. Dividiu o palco do Teatro Casa Grande (RJ) com Chico Buarque, no show "Tempo e contratempo". Também em 1974, lançou o LP "Palhaços e reis". Em 1975, apresentou, no Teatro Fonte da Saudade (RJ), o espetáculo "MPB-4 na República do Peru". O roteiro, escrito pelos integrantes do grupo, em parceria com Chico Buarque e Antônio Pedro, foi vetado pela Censura, após cinco apresentações, gerando show em forma de recital, contendo apenas o repertório musical. Lançou, ainda nesse ano, o LP "Dez anos depois". O disco, produzido por Paulinho Tapajós, registrou as canções "De frente pro crime" (João Bosco e Aldir Blanc), "Canto triste" (Edu Lobo e Vinicius de Moraes), "Passaredo" (Francis Hime e Chico Buarque), "Ana Luiza" (Tom Jobim), "Pressentimento" (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho), "Praias desertas" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), "Vera Cruz" (Milton Nascimento e Márcio Borges), entre outras.
Apresentou-se, também, no Teatro Fonte da Saudade (RJ), com o show "MPB-4 no safári", título escolhido para substituir "República de Ugunga", que havia sido vetado pela Censura. Em 1976, gravou o LP "Canto dos homens". No repertório, músicas como "Corrente" e "Vai trabalhar vagabundo", ambas de Chico Buarque. Em 1977, lançou o LP "Antologia do samba nº 2", contendo obras de Ivan Lins, Cartola, Maurício Tapajós, Haroldo Lobo, Haroldo Barbosa, Zé Kéti, Pixinguinha, Ary Barroso, Wilson Batista e Billy Blanco. No ano seguinte, gravou, com o Quarteto em Cy, o LP
"Cobra de vidro" ( POSTADO aqui no CBVG). Apresentou-se, ao lado do Quarteto em Cy, no Teatro Carlos Gomes (RJ), em espetáculo que registrou a estréia, como roteirista e diretor, de Túlio Feliciano e a apresentação da canção inédita "Angélica" (Miltinho e Chico Buarque), uma homenagem a Zuzu Angel. Em 1979, lançou o LP "Bons tempos, hein?", "Cálice" (Chico Buarque e Gilberto Gil) e "Nascente" (Flávio Venturini e Murilo Antunes), entre outras. Estreou show homônimo no TAIB (SP), em cartaz durante cinco meses, com texto de Millor Fernandes e direção de Benjamim Santos. Em 1980, gravou o LP "Vira virou", registrando "A lua" (Renato Rocha),
"Bilhete" (Ivan Lins e Vitor Martins) e "Vira virou" (Kleiton Ramil), entre outras. Ainda nesse ano, lançou, com o Quarteto em Cy, o LP infantil "Flicts - de Ziraldo e Sérgio Ricardo". Em 1981, gravou mais um LP infantil, "Adivinha o que é", contendo
"O pato" (Toquinho e Vinicius de Moraes), essa última apresentada pelo grupo no especial da TV Globo "A arca de Noé". Estreou show homônimo no Canecão (RJ), com direção de Benjamim Santos. Ainda nesse ano, lançou o LP "Tempo tempo". Apresentou-se no Tuca (SP), com direção de Benjamim Santos. Em 1983, gravou o LP "Caminhos livres", contendo "Lindo balão azul" (Guilherme Arantes) e "Palhacinha", de Magro e Miltinho. Apresentou-se no Canecão, em show dirigido por Benjamim Santos. Em 1984, lançou o LP "4 Coringas", registrando "Tema de amor de Gabriela" (Tom Jobim). Em 1987, gravou o LP "Feitiço carioca - do MPB-4 para Noel Rosa", com as obras do poeta da Vila. Realizou show homônimo, roteiro e direção de Ruy Faria e texto de Aldir Blanc. Em 1989, apresentou o show "Amigo é pra essas coisas", com texto de Luís Fernando Veríssimo e direção de Túlio Feliciano, gravado ao vivo na casa de
espetáculos Scala, no Rio de Janeiro. Em 1991, gravou o CD "Sambas da minha terra", contendo obras de Dorival Caymmi, Toquinho & Vinícius, Zé Kéti e Ary Barroso, entre outros, apresentando-se no Teatro da Barra (RJ), com direção de Túlio Feliciano. Em 1993, lançou o CD "Encontro marcado - MPB-4 canta Milton Nascimento", registrando
obras do compositor mineiro e apresentando-se em show homônimo. Em 1995, comemorando 30 anos de carreira, realizou, no Teatro Rival (RJ), o espetáculo "Arte de cantar", com direção e texto de Miguel Fallabela. O show foi gravado ao vivo, gerando CD que registrou sucessos de sua carreira como "Roda viva" (Chico Buarque), "Canto triste"
(Edu Lobo e Vinícius de Moraes), em interpretação a capela, e "Amigo é pra essas coisas" (Sílvio da Silva Júnior e Aldir Blanc), entre outros, além das canções inéditas "Soberana Rosa" (Ivan Lins, Vítor Martins e Chico César) e "Sépia & Flash" (Guinga e Aldir Blanc). Em 1997, gravou, com o Quarteto em Cy, o CD "Bate-boca", registrando obras de Tom Jobim e Chico Buarque. Estreou show no Teatro Municipal de Niterói, com direção de Túlio Feliciano. No ano seguinte, lançou mais um CD com o Quarteto em Cy, "Somos todos iguais", contendo exlusivamente canções de
Djavan, como "Fato consumado", e da dupla Ivan Lins e Vitor Martins, como "Somos todos iguais nesta noite". Estreou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), dividindo o palco com o Quarteto em Cy, sob a direção de Luiz Carlos Maciel. Em 1999, lançou o CD "Melhores momentos", gravado ao vivo no Teatro Rival (RJ). Em 2000, voltou a gravar um CD com o Quarteto em Cy, "Vinicius - a arte do encontro". O disco contou com a direção artística de Ruy Faria, que assinou a seleção do repertório e conseguiu viabilizar o encontro dos dois grupos com Vinícius de Moraes, 20 anos após seu falecimento, registrando a voz do poeta em algumas faixas, graças a modernas técnicas de gravação. No repertório, canções como "Minha namorada" (c/ Carlos Lyra), "Arrastão" (c/ Edu Lobo), "Chega de saudade" (c/ Tom Jobim) e "Samba da bênção" (c/ Baden Powell), além de "Samba pra Vinicius", de Chico Buarque e
Toquinho, e "Odeon", de Ubaldo Sciangula e Ernesto Nazareth. Realizou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), ao lado do Quarteto em Cy. O espetáculo contou com roteiro, adaptação de texto, direção geral e produção de Ruy Faria. Ainda nesse ano, apresentou-se no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil, encerrando o ciclo "MPB, a história de um século", série de quatro espetáculos escritos e dirigidos por Ricardo Cravo Albin, em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil. O show do quarteto, que registrou o período musical de 1960 (festivais de música) a 2000, foi gravado e transmitido para todo o país pela Rede Brasil, liderada pela TVE do Rio de Janeiro. Em 2001, lançou CD "MPB-4 e a nova música brasileira", que contou com a participação de Jairzinho Oliveira e Max de Castro, responsáveis pela produção. Todos os shows realizados pelo grupo, ao longo de sua carreira, tiveram direção musical de Magro, com exceção de "Feitiço carioca", assinado por Maurício Maestro. Atuando com a formação original desde o
início de sua trajetória artística, o grupo foi premiado, em 1996, na edição brasileira do "Guiness" (o livro dos recordes) como o grupo vocal que se manteve por mais tempo atuando no cenário artístico com a mesma formação. Foi contemplado três vezes com o Prêmio Sharp, na categoria Melhor Conjunto (1987, 1989 e 1995). Em 2002, apresentou-se em São Paulo, no circuito Sesc, no Rio de Janeiro (Mistura Fina, Bar do Tom, Garden Hall) e em outras cidades brasileiras. Em 2004, participou, ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD "Hino do Fome Zero" (Roberto Menescal e Abel Silva). Nesse mesmo ano, Ruy Faria desligou-se do grupo, sendo substituído pelo cantor Dalmo Medeiros. A estréia do novo integrante foi no evento "64 + 40: Golpe e Campo(us) de Resistência", quando o grupo fez o show de encerramento, realizado no campus da UFRJ, na Praia Vermelha. Nesse mesmo ano, foi relançado em CD o disco "Cicatizes", de 1972.

(*) E eu acrescento que em dezembro de 2007 o MPB-4 fez a abertura dos shows dos Swingle Singers no Rio e em São Paulo. Na oportunidade o MPB-4 e os Swingle Singers juntaram suas vozes cantado - se não me engano, "Chega de Saudade".
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MBP-4 is one of the best an more respectable brazilian vocal groups, ever. I use to say that MPB-4 is a brazilian institution, an icon that goes beyond their music. They had the courage do defy and dare the brazilian military dictatorship, fighting for human rights respect and struggling for freedom and citizenship. Their music and attitude were a "pain in the neck" of censorship...MPB-4 has been inducted to the "Guiness Book of Records" as the only one vocal group, worldwide, that remained with the same members for more than fourty years. They own a very personnal and remarkable style: close harmonies built over "block chords" in close position and "clusters", with no jazz accent at all. MPB-4 gets a huge and long list of recordings and participation in concerts and shows, as well. Recently they joined "Swingle Singers" for a serie of concerts in Rio de Janeiro and São Paulo. I´m very glad for having been acquainted to them, almost 50 years ago.
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COMENTÁRIOS: esta postagem é de dar água na boca...é uma gravação raríssima, inédita, que me foi carinhosamente ofertada pelo Magro Waghabi, que fez tudo: escaneou a capa, ripou, zipou, upou e me mandou tudo prontinho. (Eu não resisto: AMIGO É PRÁ ESSAS COISAS....) Eu só vou correr pro abraço. O MPB4, repiso, é uma instituição, um ícone, um emblema e uma referência fundamental na história da música brasileira. Seu estilo, sua brasilidade, sua sonoridade própria e seu estilo inconfundíveis ainda vão ecoar por muito tempo, se Deus quiser. Valeu Magro, Miltinho, Aquiles e Dalmo.

(*) P.S.: sobre o estilo do MPB-4 eu tenho que falar de "ouvido", porque - por incrível que pareça, nunca tive em mãos uma partitura do Magro. (E já que falamos nisso: Senhor Waghabi, já está na hora de nos proporcionar acesso a essas obras
primas! Que tal disponibilizar alguns midi-files ou partituras no site do MPB-4 ? Prá mim bastaria uma cópia do arranjo de "Nascente"...) Em síntese: os arranjos de Magro são construídos, basicamente, através de acordes fechados e "clusters" em cima da harmonia original da música, mantendo intacta a intenção do compositor. Magro maneja com cuidado e criteriosamente a escolha das notas dentro da escala de acordes, evitando que o arranjo descambe para um contexto jazzístico, indesejável no estilo tão brasileiro do MPB-4. (Mas quando os rapazes se juntam ao Quarteto em Cy e Magro tem à disposição oito vozes e o descompromisso com a manutenção da sonoridade "institucional" do quarteto, a coisa muda da figura e aí "quebra tudo", trafegando pelos caminhos complexos do (quase) canto coral, utilizando todas as técnicas dessa outra linguagem. Em suma: o nosso Maestro Waghabi é pau-prá-toda-obra e sabe tudo desse negócio lindo e maravilhoso que é a arte de arranjar para vozes.) E "last but not least": é claro que a realização, a consecução de todo esse trabalho, se credita ao talento, competência e virtuosismo, como vocalistas, do próprio Magro, Miltinho, Aquiles e Dalmo.

(*) FAZENDO JUSTIÇA: Magro me informou que o maravilhoso arranjo de NASCENTE, ao qual me referi acima, foi escrito pelo MILTINHO. (Esse MPB-4 é um "ninho de cobras criadas...." VALEU MILTINHO! NOTA MIL......!
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ALBUM: SAMBA BEM
Compacto
Label -CBS
Ano - 1964

FICHA TÉCNICA:
Arranjos vocais: Magro Waghabi
Arranjos instrumentais coletivos.
Piano e flauta doce: Magro Waghabi
Contrabaixo: Silveirinha
Bateria: Murilo
Violão: Toninho
Flauta: Balu
Técnico de gravação: Humberto Contardi
Gravado nos estúdios da CBS, Rua Visconde do Rio Branco- Centro- Rio de Janeiro em 1964.

DOWNLOAD: AQUI

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

MPB-4 - 40 ANOS DE BOSSA NOVA (DVD)



O MPB-4 mais do que um conjunto vocal, é uma instituição nacional. Como eu já declarei antes, comecei a me apaixonar por conjuntos vocais ainda menino de calças curtas, através dos "Cariocas", que, para mim estão acima do bem e do mai,imunes a comparações de qualidade ou comportamentais.
Mas os Cariocas morreram e renasceram várias vezes, enquanto o MPB-4 durante 40 anos se manteve íntegro, com a mesma formação. (Está inclusive no Guiness Book.)
O único rompimento entre os seus componentes é recente, com a substituição de Ruy Farias por Dalmo Medeiros.
O MPB-4 se prepara no momento para um dos pontos mais altos de sua brilhante carreira, pois vai dividir o palco no Rio de Janeiro e em São Paulo com o mitológico SWINGLE SINGERS.
(Não posso antecipar, pois é segredo, mas haverá grandes surpresas para o público).

Eu pretendia mostrar o primeiro LP do MPB-4, gravado pela Elenco em 1966, junto com uma entrevista especial do maestro Magro Waghabi.
Ocorre que Magro e os rapazes estão envolvidos em ensaios exaustivos e incessantes, em função do show.
Então combinamos que,logo depois, voltaremos ao PONTO ZERO, ou seja voltaremos a falar do MPB-4, contando como nos conhecemos em Niterói, quando o grupo ainda era um trio, como mostrei pra eles o "Samba Lamento" que eu havia aprendido em Brasilia, e outros causos. Mas,para minha grande surpresa e alegria - MAGRO ME DEU DE PRESENTE O PRIMEIRO DISCO NÃO COMERCIAL GRAVADO PELO GRUPO.
Então, é com esse disco raríssimo e com o primeiro disco comercial que vamos, oficialmente, marcar o ingresso do MPB-4 aqui no CBVG.
Além disso o meu carissimo amigo ANTONIO JOSÉ WAGHABI vai bater um papo conosco, talvez até interativo, para marcar com as honras e a pompa devidas, a chegada do GRANDE MPB-4 ao CBVG.

Aguardemos pois. E temos certeza de que Magro, Miltinho, Aquiles e Dalmo, vão deixar os SWINGLE SINGERS "de boca, literalmente, aberta".

E quem perder o show é ruim da cabeça ou doente do pé. Eu vou estar lá na fila do gargarejo.....

Boa sorte MPB-4 e vamos dar uma goleada, ou seria GOELADA nesses gringos ?

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O DVD MPB-4, 40 ANOS AO VIVO - BRASIL 2006, se encontra disponível para venda nas lojas do ramo e nos sites especializados da intenet.
Título Original: MPB 4 - 40 Anos Ao Vivo - Brasil 2006
Atores: MPB 4

Diretor: João Mario Linhares, Cláudio Rabello

Sinopse: O grupo intercala grandes clássicos de seu repertório e novidade, como "Samba Antigo", música inédita que não deixa nada a dever para os clássicos do grupo.
Há amigos novos e antigos da melhor qualidade. No primeiro time Zeca Pagodinho (em "Olé, Olá"), Milton Nascimento (em "Cebola Cortada"), Quarteto em Cy
(em "Falando de Amor"), Chico Buarque (gravação em estúdio da música Roda Viva), Cauby Peixoto (em "Conceição" e "Última Forma") e Roberta Sá (em "Cicatrizes).

1. Amigo É pra Essas Coisas
2. O Ronco da Cuíca
3. Pesadelo
4. Cicatrizes Part. Especial: Roberta Sá
5. Samba de Verdade
6. Refém da Solidão
7. Conceição
8. Última Forma Part. Especial: Cauby Peixoto
9. Falando de Amor Part, Especial: Quarteto em Cy
10. Por Quem Merece Amor
11. San Vicente
12. Cebola Cortada Part. Especial: Milton Nascimento
13. Samba Antigo
14. Nasci pra Sonhar e Cantar
15. Lamentos
16. Morena dos Olhos DÁgua
17. Olê, Olá Part. Especial: Zeca Pagodinho
18. Roda Viva Part. Especial: Chico Buarque
19. Galope
20. Quem Acredita na Vida Como Eu

DOWNLOAD : AQUI

(*)A disponibilização do endereço do vídeo é a nossa homenagem aos amigos do CBVG e aficcionados do MPB-4, com a recomendação de que o arquivo deve ser imediatamente apagado e os que se interessarem, devem adquiri-lo, de acordo com a legislação vigente.
(**)Por outro lado o video já se encontrava disponivel no RAPIDSHARE e não foi postado lá pelo gestor do CBVG.