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domingo, 4 de julho de 2010

CATAVENTO: Catavento (1991)



CATAVENTO
Este CD do "Catavento" me foi enviado pelo maestro MAGRO WAGHABI, acompanhado do email, que transcrevo:
"No final dos anos 1980 o MPB4 fez várias temporadas no Clube 150, um subsolo do Hotel Maksoud Plaza, o hotel vip da época. Todo final de ano nos hospedávamos no hotel - que mordomia! - e fazíamos de 3 a 4 fins de semana naquela simpática boate.
Numa dessas temporadas nos procurou - não era raro acontecer isso na nossa vida - um conjunto vocal. Era o Catavento que estava para gravar seu primeiro disco e queria saber se o MPB4 abria uma janela no show para que eles cantassem algumas músicas.
Ouvimos rapaziada e gostamos. Eles, então, abriram os nossos shows daquela temporada cantando umas 3 ou 4 músicas. Passou-se o tempo e, não me lembro como, nos reencontramos, eles com o disco debaixo do braço. Só que não eram mais os mesmos componentes, exceto o João, talvez, a memória é nebulosa nessa história.
Mas o trágico é que as substituições foram feitas por causa de um desastre automobilístico onde perderam a vida alguns componentes do Catavento. Acho que a memória me falha por causa do choque que tive quando eles me contaram essa história.
Como não tenho certeza de datas e de nomes seria bom você esclarecer isto com o João, se você achar interessante colocar esta história no blog."
Magro Waghabi

VALEU, Magro!
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CATAVENTO

(*) Como há algum tempo perdi contato com o João Bid, fui procurar o esclarecimento sugerido pelo Magro. Fui feliz na busca, pois encontrei esta matéria no site "www.cruzeirodosul.inf.br". Transcrevo integralmente porque, junto com o email do Magro, conta mais um pouco da história do Catavento. Tomara que voltem: sejam benvindos.
(CB)

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Os primeiros a chegar foram Abelardo e Eraldo. Pela ordem apareceram, depois, João Bid, Domingos Roberto, o “Mingo”, Robson Silvestrini e Módolo. Desde a Páscoa tem sido assim: o Catavento se reúne para ensaiar sua participação no especial de aniversário do projeto “Domingo na Praça”, que homenageia, no próximo dia 25, no Campolim, o centenário de nascimento de Adoniran Barbosa e Noel Rosa. O convite do produtor Carlos Madia foi o pretexto de que os músicos precisavam para retomar a carreira depois de dez anos. Nesse período, trabalharam iniciativas isoladas, produziram discos solos, tocaram em casas noturnas e bares. Motivados, discutem, agora, a realização do primeiro DVD. “Tudo aconteceu ao mesmo tempo. Estamos amadurecendo algumas ideias, tentando conciliar as agendas e os interesses comuns. Aí, o Carlinhos nos falou da apresentação, todos concordaram e voltamos a cantar juntos”, explica João Bid.Na conversa com o Mais Cruzeiro, o sexteto adotou um tom cauteloso para falar de um retorno. “É engraçado, porque não houve exatamente um rompimento. O grupo não deixou de existir. Estávamos, sim, afastados, mas não
perdemos o contato.” Seja como for, depois de “Adonirando”, CD de 1997, dedicado à obra do compositor paulista, onde dividem faixas com Jane Duboc, Gianfrancesco Guarnieri e Lula Barbosa, o Catavento saiu de cena. Esboçaram algumas tentativas de tocar juntos, mas ficou nisso.É bom esclarecer que foram várias as formações desde que a banda despontou lá nos idos da década de 80. Já soltaram a voz no conjunto, Ricardo Pires e Alê Medeiros. Robson Silvestrini foi a mais recente “aquisição”. O Catavento surgiu em Mairinque, terra de João Bid, Kiko e Chicão, seus idealizadores. Trabalhou, desde sempre, uma sonoridade essencialmente brasileira. Graças aos apurados arranjos vocais, muita gente comparava o conjunto ao Boca Livre, quarteto que reunia Cláudio Nucci, Zé Renato, Lourenço Baeta e Maurício Maestro. O Catavento, porém, tinha identidade própria. Apresentava-se em espaços como o Armazém, casa administrada pelos sócios Leleco e Bonás (este até hoje seresteiro), onde também deram os primeiros passos nomes como Luizinho Benedetti, Pedro Tortello e Luizão Szikora, três dos integrantes da banda Estilingue, uma das primeiras formações a tocar música instrumental, com influência jazzística, na cidade. Kiko e Chicão morreriam num acidente, mas o Catavento deu continuidade ao trabalho. Com um acervo de canções belíssimas, casos de “Dança”, “Cristal” e “A Garota do Outdoor”, entre tantas outras, o grupo gravou o primeiro CD no começo dos anos 90. Já com Eraldo Basso reforçando os vocais, o grupo apresentava-se em casas afamadas de São Paulo, quando foi sondado por um produtor. Não levaram a sério a proposta para gravação de um disco, mas, pouco depois, descobriram que o convite era para valer. Sob o comando de Fahud Salomão, o Catavento produziu para a Movie Play, o álbum “Música Popular Brasileira”. Carregaram para o Mosh, um dos melhores e bem equipados estúdios da América Latina, alguns convidados como Sérgio Reze, Pedro Tortello e Luiz Benedetti. Essas e outras histórias serão retomadas no DVD em fase de produção. O trabalho será inscrito em leis de incentivo à cultura. “Queremos retomar essa trajetória”, comenta João Bid. Em “Seu Rosa e Seu Barbosa”, título do espetáculo agendado para o próximo domingo, o Catavento interpreta “Conversa de Botequim”, “Tiro ao Álvaro” e “Samba Italiano”. Estas duas últimas fazem parte do repertório de “Adonirando”, no qual
gravaram, também, “Vila Esperança” e “Já Fui um Brasa”, parceria de Adoniran e do sorocabano Marcos César, o Ary Madureira.
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CATAVENTO
This is the first album recorded by the Brazilian male vocal quintet CATAVENTO, from Sorocaba, São Paulo. There is one more album from Catavento in the blog, already. Pretty good stuff.
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MINHA OPINIÃO: este foi o primeiro álbum gravado pelo Catavento, excelente conjunto vocal paulista com aquele saboroso "jeito mineiro" de cantar - o mesmo do carioca "Boca Livre". Repertório excelente, arranjos vocais e instrumentais, idem. O "endorsement" do MPB-4 diz tudo: Beleza pura!
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CATAVENTO: Catavento (1991)

CATAVENTO
Abelardo
Módolo
João Bid
Eraldo
Domingos

TRACKS/FAIXAS:
1 - Passarim
2 - O Cio da Terra
3 - Para Lennon & Mc Cartney
4 - Trem do Pantanal
5 - Conversa de Botequim
6 - A Lua Girou
7 - O Patrão Nosso de Cada Dia
8 - Tristeza do Jeca
9 - Espanhola
10 - Quadrilha
11 - Casinha Feliz
12 - Dança
13 - Ando Meio Desligado
14 - A volta do Malandro
15 - Capitão da Meia Noite
16 - Escorregando no Pífano
17 - Cristal

sábado, 26 de julho de 2008

CATAVENTO: ADONIRANDO


CATAVENTO
O grupo vocal Catavento, que tem mais de 20 anos desde a sua primeira formação, interpreta música brasileira num estilo bastante versátil. O grupo já chegou a vender mais de 30 mil discos (fato importante para um grupo que corre à margem da mídia). Seus vocalistas são: Abelardo (Abê), Módulo, João Bid e Domingos (Mingo),
e mais o contrabaixista Cesar.
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CATAVENTO
This is CATAVENTO, a Brazilian male vocal quintet, delivering a repertoire of ADONIRAN BARBOSA, a legendary and famous Brazilian traditional samba singer and composer, who made good on the hardships of his youth by becoming the composer of the lower classes of São Paulo, particularly the poor Italian immigrants living in the quarters of Bexiga (Bela Vista) and Brás, and the poor who lived in the
city's many malocas (the shanties of favelas) and cortiços (degraded multifamily row houses). The themes of his songs are drawn from the life of low-wage urban workers, the unemployed and the vagabonds.
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SOBRE O ALBUM:
O segundo CD gravado pelo grupo dedicado à Adoniran Barbosa contou com as participações especiais de Jane Duboc, Gianfrancesco Guarnieri e Lula Barbosa. Adoniram como você nunca ouviu, com arranjos vocais especiais do Catavento. Em cada canção uma surpresa e, de quebra, convidados especiais de primeira.
Gianfrancesco Guarnieri parceiro de composições de Adoniram em "Nóis não usa as Blequetais" e Jane Duboc na maravilhosa "Bom dia Tristeza". As músicas desse CD contam com arranjos instrumentais e Vocais de: Abê, Cadmo Fausto Cardoso, Catavento,
Maria Cândida, Mário Campos, Mário Manga, Renato Alves e Sérgio Feres.
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MINHA OPINIÃO: Com extrema habilidade e competência, dando uma rasteira no óbvio, Catavento fez uma salada genial no arranjos que misturam as influências dos vocais do MPB4 e Os Cariocas com o concretismo tropicalista do maestro Rogério Duprat. Temperou com o humor de grupos como Premeditando o Breque e Rumo e acresentou um certo recheio instrumental pop. Tudo isso junto resultou num coquetel sonoro
muito sofisticado mas que, ao mesmo tempo, entra fácil no ouvido. EXCELENTE.
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ALBUM - CATAVENTO: ADONIRANDO

CATAVENTO
Abelardo (Abê)
Módulo
João Bid
Domingos (Mingo)
Cesar

TRACKS/FAIXAS:
1. Samba do Arnesto - Adoniran Barbosa/Oswaldo Moles
2. Tiro ao Álvaro - Adoniran Barbosa/Oswaldo Moles
3. Trem das Onze - Adoniran Barbosa
4. Saudosa Maloca - Adoniran Barbosa
5. Vila Esperança - Adoniran Barbosa
6. Bom dia Tristeza - Adoniran Barbosa/Vinicius de Moraes
7. Torresmo à Milanesa - Adoniran Barbosa
8. Nóis Não Usa as Blequetais - Adoniran Barbosa/Gianfrancesco Guarnieri
9. Vide Verso Meu Endereço - Adoniran Barbosa
10. Véspera de Natal - Adoniran Barbosa
11. Já Fui uma Brasa - Adoniran Barbosa/Marcos César
12. Iracema - Adoniran Barbosa
13. Samba Italiano - Adoniran Barbosa
14. Apaga o Fogo Mané - Adoniran Barbosa
15. Adonirando - Lula Barbosa/Levi Ferrari

DOWNLOAD: AQUI