
GARGANTA PROFUNDA
Por volta de 1982 fui convidado para ser o presidente do juri de um Festival de Música em Areal, pequena cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro. Lá pelas tantas sobe ao palco, para cantar uma das músicas concorrentes, nada menos
que o Garganta Profunda! Marcos Leite era amigo de outro componente do júri, Ribamar Mendes, meu parceiro e pai do arranjador Flávio Mendes. O Garganta Profunda levou o prêmio de melhor intérprete e - o melhor de tudo: me tornei amigo de Marcos Leite, o criador do Garganta Profunda. Infelizmente Marcos faleceu precocemente, mas seu legado permaneceu: o Garganta continua atuante até hoje e acaba de gravar mais um CD - " Quando a esquina bifurca" - que não será postado enquanto permanecer disponível para venda no mercado.
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A tribute to my friend Marcos Leite:
The story of Garganta Profunda - ( translation: DEEP TRHOAT!) - is mixed with Marcos Leite's bio. He was the one that made possible his/this dream come true, by assembling a large group of singers and writting beautifully the vocal arrangements for what used to be a Choral, that afterwards became a Vocal Orchestra and later turned into a smaller vocal group. R.I.P. Marcos: your dream is going further ahead, pretty well.
(CB)
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MINHA OPINIÃO: outro dia eu comentava que existe um grande número de conjuntos vocais brasileiros que cantam de modo muito parecido, tanto na sonoridade como nos arranjos. Até onde eu sei, ou me lembro, o GARGANTA PROFUNDA, através dos arranjos de Marcos Leite, foi quem utilizou pela primeira vez o modelo e forjou um estilo próprio, seguido por tantos outros grupos. Como defini-lo? Não é fácil mas, em
resumo: é um estilo bem brasileiro de cantar, sem a conotação jazzistica tão própria e quase que inerente à maioria dos arranjos vocais. Há valorização da polifonia, uso de técnicas de arranjos para Coral, intercâmbio de "perguntas" e "respostas" entre
as vozes femininas e masculinas, pitadas de "bom humor", recordando os grupos vocais brasileiros dos anos 40 e 50. Enfim: um pouco de tudo...Mas o Garganta, ao contrário de muitos dos seus seguidores, faz isso de uma forma equilibrada, sem exageros. E sua matéria prima é ampla: vai de Charlie Chaplin a Caetano Veloso, passando
por Beethoven, Beatles, Chico Buarque e Roberto Carlos. UFA! Diversidade maior, impossível.
(*)Apesar do meu respeito pelo trabalho de Marcos Leite, não é este o estilo dos meus sonhos. Mera questão de gosto, claro. Mas o talento, a competência, a versatilidade do Garganta estão muito acima da minha opinião pessoal e do meu julgamento.
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GARGANTA PROFUNDA: ORQUESTRA DE VOZES
GARGANTA PROFUNDA:
Marcos Leite
Kátia Lemos
Regina Lucatto
Celso Branco
Pedro Lima
TRACKS/FAIXAS
1. Smile - Charles Chaplin / Geraldo Carneiro
2. Você vai me seguir – Chico Buarque / Ruy Guerra
3. Astral – Gervázio D’ Araújo / Maurício Lissovsky
4. Natal – Nestor de Hollanda Cavalcanti
5. Hello, goodbye – Lennon/ McCartney
6. Meu amor me abandonou – Marcos Leite
7. Um carneirinho branco – Nestor de Hollanda Cavalcanti/ Hamilton Vaz Pereira / Maurício Lissovsky
8. Alguém cantando – Caetano Veloso
9. Lê café qu’on sert (Por que Beethoven não toma café?) Adaptação do trecho da 7a. sinfonia de Beethoven por Luiz Celso Rizzo
10. Música suave – Roberto Carlos / Erasmo Carlos
11. Irerê – arranjo do Martelo das Bachianas Brasileiras no. 5 de Villa Lobos e Manuel Bandeira .
12. Smile – Charles Chaplin / Geraldo Carneiro

